DEFESA DA CATEGORIA
Peritos defendem colega alvo de operação da PF por suspeita de vazamento
Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais afirma que prestará apoio ao servidor suspeito de vazar contrato sigiloso. Medidas foram cumpridas na operação Compliance Zero.
Uma operação da Polícia Federal (PF), determinada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), deflagrada nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, contra um perito criminal federal gerou forte reação na categoria. A medida, que suspendeu o servidor de suas funções e cumpriu mandados de busca e apreensão, visa investigar a suspeita de vazamento de um contrato sigiloso.
Em nota oficial, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) declarou que está "adotando as medidas cabíveis para acompanhar o caso e contrapor qualquer cometimento de injustiça". A entidade ressaltou que prestará todo o apoio ao servidor, que atua na área há 20 anos e chefia o Núcleo Técnico-Científico, para "assegurar o devido respeito à ampla defesa e ao contraditório".
O perito é suspeito de ter divulgado à imprensa o contrato de um escritório de advocacia ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes. O documento estaria em um celular apreendido em novembro do ano passado, e a perícia da PF analisou o aparelho e conversas de seu proprietário. A divulgação do contrato ocorreu em dezembro. As investigações também apuram se o servidor repassou mensagens encontradas no mesmo aparelho, supostamente trocadas com o ministro Alexandre de Moraes, o que foi negado por ele.
As ações foram realizadas durante a sétima fase da operação Compliance Zero. A APCF comprometeu-se a atuar para garantir a observância do devido processo legal, a preservação da cadeia de custódia e a correta atuação técnico-científica no caso. A associação enfatizou que investigações de grande repercussão exigem "cautela, equilíbrio e responsabilidade institucional, sobretudo para evitar conclusões precipitadas antes da completa elucidação dos fatos".
*Com informações de CNN
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