INVESTIGAÇÕES E TRANSPARÊNCIA

Luiz Inácio Lula da Silva defende apuração sobre filho em entrevista

Luiz Inácio Lula da Silva sentado em ambiente oficial durante entrevista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista concedida no Palácio da Alvorada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Fábio Luís Lula da Silva deve provar sua inocência diante das apurações que o miram.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a continuidade das investigações que miram o seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A declaração foi feita em entrevista gravada na manhã de 23/08/2026, no Palácio da Alvorada, com exibição prevista para o programa Domingo Espetacular, da Record TV.

Ao abordar a situação, o presidente enfatizou que não pretende interferir em processos apuratórios e que qualquer cidadão deve responder por possíveis erros cometidos. “Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Não sou um presidente que tenta proibir investigação. Investigue-se”, pontuou.

As investigações em curso sobre Lulinha apuram supostos crimes de tráfico de influência e corrupção em benefício de empresas junto ao governo federal. Sobre o caso, o presidente reiterou a responsabilidade individual: “Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro. Meu filho sabe que se ele cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou inocentado. Ele tem que provar a inocência dele”.

A situação jurídica de Lulinha envolve três inquéritos autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a partir do final de julho. As ações possuem como relatores os ministros André Mendonça e Flávio Dino. O filho do presidente nega qualquer irregularidade em suas atividades.

O foco das autoridades recaiu sobre o investigado após a revelação de proximidade com a lobista Roberta Luchsinger, alvo da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro do ano passado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para apurar fraudes. Relatórios da PF sugerem ainda interlocuções entre Lulinha, a lobista e o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, levantando suspeitas sobre tráfico de influência.

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