SAÚDE E CIDADANIA
Ministério da Saúde amplia acesso à insulina glargina no SUS
Nova terapia de ação prolongada chega a pacientes com diabetes tipo 1 e idosos em todas as unidades da Federação.
O Ministério da Saúde definiu a substituição gradual da insulina NPH pela glargina no Sistema Único de Saúde (SUS), visando modernizar o tratamento de diabetes em grupos de maior vulnerabilidade. A decisão, que visa assegurar maior estabilidade glicêmica e reduzir riscos de hipoglicemia, foi oficializada pelo órgão, sendo que a distribuição do fármaco em todas as unidades da Federação deve ser concluída até 31 de julho de 2026.
A medida contempla pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Até 13 de julho de 2026, o Ministério da Saúde já havia enviado mais de 254 mil tubetes da medicação para 16 estados, além de 52.350 canetas reutilizáveis.
Considerada uma evolução terapêutica, a insulina glargina possui ação prolongada. Diferente de esquemas convencionais que exigem até três doses diárias, esta opção permite, na maioria dos casos, apenas uma aplicação, proporcionando maior dignidade e autonomia ao cotidiano dos pacientes atendidos pelo SUS.
Para obter o medicamento, os interessados devem procurar a UBS mais próxima de sua residência portando a prescrição médica devidamente emitida. Em casos de crianças e adolescentes, os pais ou responsáveis podem solicitar a transição junto à equipe multiprofissional da UBS. O tratamento inclui a entrega da caneta reutilizável, com validade de três anos, e as agulhas necessárias para a administração.
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