SEGURANÇA ELEITORAL

Flávio recusa escolta da PF e denuncia risco de infiltração na campanha

Foto do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro durante evento político.

O pré-candidato ao Planalto afirmou não confiar no comando da corporação e defendeu o redirecionamento de agentes para apurar fraudes no INSS.

O senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou formalmente, em 19 de julho de 2026, a recusa da proteção da Polícia Federal durante o período de campanha eleitoral. O parlamentar justificou a decisão alegando falta de confiança na cúpula da corporação e o receio de que a medida seja utilizada para infiltrar agentes em seu grupo político, embora não tenha apresentado provas que sustentem a suspeita.

A recusa da escolta, que poderia ser ativada a partir desta segunda-feira, 20/07/2026, foi acompanhada por uma proposta de redirecionamento de recursos humanos. Flávio Bolsonaro solicitou que os policiais federais, que seriam destacados para sua segurança, fossem remanejados para as investigações de supostas fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social.

O senador mencionou o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao criticar a gestão da PF. De acordo com o congressista, o argumento de falta de efetivo utilizado pela corporação para não investigar denúncias seria contraditório com a escala de agentes destinada às escoltas presidenciais, cujo custo operacional estimado é de R$ 95 milhões.

O comando da instituição, sob a direção de Andrei Rodrigues, é alvo de duras críticas por parte do pré-candidato. Flávio Bolsonaro afirmou que, caso seja eleito, buscará devolver a autonomia plena à Polícia Federal, argumentando que a força policial estaria sendo utilizada como instrumento de perseguição a opositores da atual gestão da Presidência.

A estrutura de segurança para candidatos à Presidência, preparada para monitorar ameaças físicas e digitais, terá uma sala de comando centralizada em Brasília a partir desta segunda-feira, 20/07/2026. A Polícia Federal reiterou que a adesão ao esquema de proteção é facultativa e que respeitará a decisão de campanhas que optarem por recusar o serviço, mantendo a possibilidade de solicitação em datas futuras.

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