SAÚDE SOB INVESTIGAÇÃO

Investigação apura intoxicação de servidores no Hospital Regional de Santa Maria

Parte exterior do Hospital Regional de Santa Maria
Fachada do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde ocorreu a ocorrência com os servidores.

Doze funcionários apresentaram sintomas após consumir café na unidade; Polícia Civil investiga a origem da substância que causou mal-estar.

Uma investigação foi instaurada para apurar a intoxicação de 12 servidores que atuam no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), após os trabalhadores apresentarem náuseas, tremedeiras e calafrios durante o expediente, nesta terça-feira (21/7). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) busca identificar a causa do mal-estar, que gera insegurança entre as equipes que atuam na linha de frente da assistência pública.

Os relatos encaminhados à 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) indicam que o desconforto surgiu logo após os profissionais consumirem café em uma copa da unidade. Inicialmente, a suspeita de uma possível contaminação por psicotrópicos mobilizou a equipe médica, resultando na internação de duas vítimas na sala vermelha. Contudo, todas as pessoas afetadas já receberam alta.

Eliane Abreu, presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF), descartou, na noite de terça-feira (21/7), a hipótese de ingestão de psicotrópicos, argumentando que a sintomatologia clínica não era compatível com esse tipo de substância. Exames iniciais também já descartaram a presença de THC no organismo dos servidores.

Diante do impasse, novas linhas de investigação são consideradas, incluindo a possibilidade de que os sintomas tenham sido provocados pela inalação de vapores de produtos de limpeza utilizados na unidade. O local foi isolado para perícia e amostras foram coletadas para análise técnica. A PCDF estima que os resultados laboratoriais definitivos dos exames toxicológicos sejam emitidos em um prazo de até 30 dias.

Apesar da preocupação gerada pelo episódio, o Iges-DF garantiu que o atendimento aos pacientes no HRSM não foi interrompido, com escalas reorganizadas para assegurar a continuidade do serviço. Enquanto aguardam a conclusão do inquérito, os profissionais envolvidos foram afastados temporariamente de suas funções para recuperação e acompanhamento médico.

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