INTERVENÇÃO NA FIFA
Casa Branca defende questionamento sobre expulsão de Falorin Balogun na Copa do Mundo
Andrew Giuliani afirma que governo cumpriu seu dever ao questionar arbitragem de Raphael Claus e nega pedidos para afastar o profissional do torneio.
Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, declarou em entrevista à Folha, nesta terça-feira, 14/07/2026, que a gestão de Donald Trump manteve um diálogo constante com a Fifa durante o torneio. O representante defendeu a postura do governo norte-americano na polêmica envolvendo a expulsão do atleta Falorin Balogun, posteriormente revertida, reiterando que o questionamento da Casa Branca foi motivado pela necessidade de garantir a integridade da competição.
Segundo Giuliani, o presidente Donald Trump e o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, mantiveram conversas frequentes, ocorrendo "três ou quatro vezes por semana" durante a realização dos jogos. O diretor enfatizou que a atuação do governo não visou interferir diretamente na escalação de árbitros, mas sim exercer o dever de zelar pelos investimentos públicos aplicados no evento.
"Tínhamos a responsabilidade de fazer perguntas, considerando os bilhões de dólares que os contribuintes americanos investiram para sediar uma Copa do Mundo que fosse segura e repleta de integridade", afirmou Giuliani. O dirigente questionou tecnicamente a atuação do árbitro Raphael Claus na partida em questão, alegando que o uso do VAR em câmera lenta, aos 64 minutos, não respeitou os procedimentos esperados para um profissional de elite.
Apesar da controvérsia, Giuliani negou que a Casa Branca tenha formalizado qualquer solicitação para que Raphael Claus fosse removido da competição. O diretor também projetou um legado positivo para o futebol nos Estados Unidos, prevendo que o esporte se consolidará entre os mais populares do país após o encerramento da Copa do Mundo.
Sobre a ausência de Donald Trump nos estádios, Giuliani justificou que as demandas da Presidência, em meio aos desafios globais e à gestão de recuperação do país, têm restringido a agenda do republicano. "Ainda temos seis dias pela frente. Provavelmente veremos o presidente em algum momento antes do fim desta Copa do Mundo", assegurou.
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