DISPUTA COMERCIAL GLOBAL
Donald Trump impõe tarifas de 50% ao Canadá e pressiona comércio bilateral
Medidas atingem US$ 20 bilhões em produtos canadenses e sinalizam nova postura protecionista. Brasil também entra no radar dos Estados Unidos.
O governo dos Estados Unidos decidiu impor tarifas de 50% sobre centenas de produtos canadenses, visando equilibrar o que classifica como práticas comerciais injustas contra trabalhadores e produtores americanos. A decisão, que afeta US$ 20 bilhões em mercadorias, entrou em pauta recentemente e tem validade prevista para entrar em vigor em 30 dias.
A Casa Branca fundamenta a medida no argumento de que o Canadá mantém restrições não recíprocas em setores estratégicos. Conforme detalhado por Lourival Sant'Anna, analista de Internacional da CNN, a ação responde a entraves impostos pelo país vizinho contra bebidas alcoólicas, automóveis e lácteos dos Estados Unidos. Em resposta, Washington optou por taxar itens como madeira, celulose e componentes automotivos.
Para o setor produtivo, a decisão representa um choque de incertezas. A imposição de taxas sobre insumos fundamentais pode elevar os custos de fabricação e impactar diretamente o preço final ao consumidor, além de abalar a relação entre dois dos maiores parceiros econômicos do mundo. A natureza da medida, sustentada por ordens executivas, não abre margem imediata para negociações sem contrapartidas comerciais substanciais.
Jameson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, reforçou à CNBC que o Canadá e a China são os alvos centrais da estratégia atual. Enquanto a China mantém uma negociação atrelada à dependência de minerais críticos, o governo canadense enfrenta uma pressão mais direta, sendo classificado como uma das prioridades na lista de retaliações americanas.
Além do cenário canadense, o Brasil também pode sofrer novas sanções comerciais. O governo dos Estados Unidos estuda a aplicação de uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, fundamentada na chamada sessão 301. O argumento americano foca em preocupações com a cadeia produtiva, alegando que o Brasil carece de legislações específicas para coibir o trabalho forçado em comparação com outros países, como Equador, Indonésia e membros da União Europeia, que enfrentariam alíquotas menores.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário