TENSÃO NO ORIENTE
Comandante do Irã promete represália militar contra os EUA por mortes
General iraniano ameaça aplicar a lei do talião após ataques a bases no Iraque, Bahrein e Kuwait, enquanto Donald Trump busca apoio internacional.
O comando militar do Irã prometeu uma resposta direta na forma de mortes de soldados dos EUA para cada iraniano vitimado no atual conflito. A decisão, revelada em meio a uma escalada sem precedentes, reflete a deterioração das relações diplomáticas e a intensificação das operações bélicas na região.
Na quarta-feira (22), o general Abolfazl Shekarchi, porta-voz militar do Irã, acusou os Estados Unidos de utilizarem armamentos reservados para uma hipotética Terceira Guerra Mundial contra o território iraniano. Segundo a autoridade, tais artefatos foram destinados ao campo de batalha para enfrentar o país, elevando o nível de beligerância entre as potências.
Paralelamente, o ex-presidente Donald Trump utilizou a rede Truth Social para afirmar que obteve garantias de neutralidade da China e da Rússia. Segundo o republicano, Xi Jinping e Vladimir Putin asseguraram que não fornecerão suporte bélico à República Islâmica do Irã, sob risco de sanções severas dos EUA.
O conflito ganhou novos contornos nesta sexta-feira (24), com ataques atingindo bases navais da Guarda Revolucionária e instalações estratégicas nas províncias de Isfahan, Khuzistão e Fars. A ofensiva iraniana respondeu com lançamentos contra bases no norte do Iraque, especificamente em Irbil, além de incursões relatadas no Bahrein e no Kuwait.
A situação impõe riscos diretos à segurança de militares e civis em diversas localidades, forçando a Quinta Frota dos EUA e outras bases aliadas, como Al-Adiri, a entrarem em estado de alerta máximo diante da ameaça de novos disparos.
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