DIPLOMACIA E COMÉRCIO

Geraldo Alckmin defende reciprocidade comercial contra Estados Unidos

Geraldo Alckmin durante pronunciamento oficial.
O vice-presidente Geraldo Alckmin em coletiva sobre medidas comerciais.

Vice-presidente reforça que o Brasil busca corrigir injustiças tarifárias, mas mantém prioridade na mesa de negociação sob orientação de Luiz Inácio Lula da Silva.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), declarou que o Brasil não pretende adotar uma estratégia de retaliação direta contra os Estados Unidos em resposta à implementação de tarifas de 25%. A posição foi oficializada em declaração recente, na qual o governo federal defende o uso de instrumentos de reciprocidade para mitigar os impactos econômicos sobre o setor produtivo nacional.

A estratégia brasileira busca equilibrar a proteção aos interesses do país com a manutenção do diálogo. Segundo o vice-presidente, a aplicação de medidas de reciprocidade será realizada de forma estratégica e no momento oportuno. O governo sustenta que o uso de ferramentas amparadas pela Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso, visa corrigir desequilíbrios comerciais que o Executivo classifica como injustos.

Apesar da possibilidade de uma resposta comercial, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece focada na diplomacia. O governo busca formas de amparar os setores afetados, enquanto mantém a porta aberta para negociações. Contudo, o cenário é de cautela, especialmente em relação a temas específicos da Seção 301, que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Coméricio e Serviços (Mdic) considera encerrados para debates.

O ministro Marcio Elias Rosa, do Mdic, pontuou que diversos temas, incluindo linhas preferenciais com México e Índia, além de commodities como açúcar e etanol, não devem retornar à pauta de negociações. A incerteza agora recai sobre o anúncio esperado para a sexta-feira (24), que tratará de novas tarifas relacionadas a investigações sobre combate ao trabalho forçado, pairando a dúvida sobre uma possível cumulatividade com as taxas já existentes.

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