SAÚDE PÚBLICA EM ALERTA

Anvisa mantém veto a produtos Ypê; criança internada por suspeita aguarda laudo

Anvisa mantém veto a produtos Ypê; criança internada por suspeita aguarda laudo

Diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária decide, por unanimidade, manter a proibição de fabricação, comercialização e distribuição de itens da marca. Paciente de 10 anos, em Natal, aguarda resultados de exames até segunda-feira, 18 de maio de 2026.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, decidiu por unanimidade manter a proibição de fabricação, comercialização e distribuição de diversos produtos de limpeza da marca Ypê. A medida, tomada após a identificação de irregularidades críticas no processo produtivo com potencial risco de contaminação microbiológica, visa proteger a saúde pública. A decisão ganha particular relevância enquanto uma criança de 10 anos permanece internada em Natal, no Rio Grande do Norte, sob suspeita de contaminação por um detergente da mesma marca, aguardando resultados de exames que devem sair até a próxima segunda-feira, 18 de maio de 2026.

Apesar da preocupação, a criança apresenta um quadro clínico estável, conforme confirmado neste sábado, 16 de maio de 2026, pelo tio e pelo advogado da família. Ela está sendo tratada com cinco tipos diferentes de medicamentos no Hospital Infantil Varela Santiago. Houve melhora desde a internação, contudo, ainda são observadas oscilações em seu estado de saúde, mantendo a menor sob observação médica constante.

A família, que acompanha de perto a evolução, aguarda com expectativa pelos exames laboratoriais específicos. Segundo o advogado, a conclusão desses resultados é crucial para entender a causa exata da condição da criança e a previsão é de que estejam disponíveis até 18 de maio de 2026.

Entenda o Caso que Acende o Alerta

A internação da criança ocorreu na quinta-feira, 7 de maio de 2026, em Natal, após ela entrar em contato com o produto no dia anterior, 6 de maio de 2026. Na escola, a menor de idade começou a apresentar manchas atrás da orelha e em uma das mãos, o que motivou a ida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Pajuçara. O caso está sendo minuciosamente investigado pela vigilância epidemiológica da Sesap (Secretaria de Estado da Saúde Pública).

A família da criança apresentou à equipe médica um frasco de detergente Ypê, indicando que o produto pertencia a um lote com numeração final 1. Essa informação é vital, pois a Anvisa já havia determinado o recolhimento de lotes com essa característica para as categorias de lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca. Além disso, a agência suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e venda desses produtos.

A determinação da Anvisa veio à tona após uma inspeção rigorosa identificar irregularidades em etapas consideradas críticas do processo de produção, elevando o potencial risco de contaminação microbiológica dos produtos. A manutenção dessas medidas cautelares, decidida por unanimidade pela diretoria colegiada, reforça o compromisso da agência com a segurança dos consumidores.

Um familiar relatou à reportagem que a associação entre o quadro da criança e a nota de possível bactéria no sabão da Ypê foi imediata. Contudo, ele enfatiza que ainda não há uma afirmação conclusiva de que a contaminação tenha sido diretamente causada pelo produto da marca, e a família aguarda os laudos médicos para clarear a situação.

Em resposta, a Sesap informou que a fiscalização dos produtos com suspeita de contaminação na capital do Rio Grande do Norte é de responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal, enquanto os demais municípios estão sob a supervisão da Suvisa (Sistema de Informação em Vigilância Sanitária).

A CNN Brasil buscou um posicionamento da Ypê, que, até o momento, optou por não se manifestar sobre o caso específico.

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