SALTO NO COMÉRCIO

Importações de canetas emagrecedoras disparam 85% no Brasil

Equipamentos de refrigeração para transporte de fármacos.
Carga de medicamentos sensíveis sendo preparada para distribuição após importação.

Medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida movimentaram US$ 1,51 bilhão em sete meses. Alta demanda impõe desafios logísticos de refrigeração.

A importação de medicamentos compostos por hormônios polipeptídicos, categoria que inclui as canetas para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, cresceu mais de 85% nos primeiros sete meses de 2026. A movimentação financeira atingiu US$ 1,51 bilhão no período, conforme dados consolidados pelo Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O impacto dessa demanda reflete diretamente na rotina de pacientes que buscam alternativas para o controle do peso, mas também pressiona o setor logístico. Apenas em julho, o volume de importações saltou para US$ 257,1 milhões, um aumento expressivo em comparação aos US$ 95,7 milhões registrados no mês anterior. Estados Unidos, Alemanha e Dinamarca seguem como os principais parceiros comerciais no fornecimento desses fármacos ao Brasil.

O transporte dessas substâncias biológicas, que são altamente termolábeis, exige um rigoroso controle de temperatura durante toda a cadeia logística. Qualquer falha na refrigeração pode inutilizar o princípio ativo, comprometendo o acesso do paciente ao tratamento. Esse cenário exige investimentos em embalagens térmicas e monitoramento constante da carga.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou, desde abril, as auditorias nos processos de importação. A medida visa garantir a procedência e a segurança sanitária dos insumos que chegam ao mercado nacional. Para as empresas de logística, o desafio permanece sendo a agilidade no desembaraço aduaneiro, essencial para evitar acúmulos que coloquem em risco a qualidade dos medicamentos.

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