SAÚDE E CRIME

Mercado clandestino de emagrecedores avança com vendas via redes sociais

Anúncios de emagrecedores ilegais em redes sociais
Anúncios de emagrecedores na internet • Reprodução/Redes

Anúncios de fármacos proibidos pela Anvisa circulam em grupos de mensagens, ignorando riscos de saúde e penas que podem chegar a 15 anos de prisão.

A comercialização irregular de medicamentos à base de tirzepatida, como TG, Lipoless, Lipoland, Gluconex e Tirzec, tem se intensificado no Brasil. Embora tais substâncias sejam liberadas no Paraguai, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) veda sua venda no território nacional, onde apenas o Mounjaro possui autorização, mediante retenção de receita e estrita orientação médica. Apesar dos riscos à saúde e das penas de 10 a 15 anos de prisão por contrabando, o comércio floresce em grupos de Whatsapp e redes sociais. Vendedores operam com estruturas profissionais, oferecendo frete gratuito e até consultoria médica online para viabilizar a entrada dos produtos, que frequentemente chegam sem a refrigeração necessária para manter a integridade da molécula. O esquema utiliza rotas de fronteira que passam por Pedro Juan Caballero e chegam a Campo Grande, de onde são distribuídos para todo o País. A Receita Federal, por meio da Superintendência da 1ª Região Fiscal, confirmou o aumento das apreensões e prepara a Operação Fronteira RFB para intensificar o combate a essa prática ilegal. Em nota, a transportadora J&T Express afirmou estar ciente da denúncia e em diálogo com a Polícia Federal, reforçando que intensificou controles de segurança e bloqueou envios feitos por parceiros logísticos suspeitos de envolvimento com o contrabando. O risco para o consumidor é elevado. Além da ausência de garantia sobre a procedência e a composição real das substâncias, a automedicação orientada por vendedores que forjam documentação médica coloca em xeque a segurança do paciente. A Anvisa reitera que a importação por pessoa física, em casos excepcionais, não se aplica à revenda ou ao uso sem amparo legal rigoroso, sendo essa a brecha utilizada por criminosos para vender o T36, uma variante da tirzepatida que ainda não consta expressamente no rol de proibições definitivas da agência.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário