INVESTIGAÇÃO DECORRE

Ex-chefe da Receita Federal em Itajaí é alvo da PF por propina de R$ 2 milhões

Sede da Receita Federal em Itajaí.
Operação Benaia apura esquema de corrupção envolvendo ex-servidor da Receita Federal em Itajaí.

Marcus Vinícius Nali Simioni Filho teria recebido R$ 2 milhões para favorecer empresários em processos alfandegários. PF cumpre 24 mandados em SC e SP.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Benaia nesta terça-feira, 02/06/2026, para investigar um ex-chefe da Receita Federal em Itajaí por suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A decisão foi tomada pela PF com o objetivo de desarticular a organização e apurar o recebimento de propina. O caso importa para a manutenção da integridade no serviço público e a confiança da sociedade nas instituições.

Segundo a PF, o principal investigado, identificado como Marcus Vinícius Nali Simioni Filho, teria recebido pelo menos R$ 2 milhões para atuar em favor de empresários em processos relacionados à área alfandegária. A atuação do servidor, que ocupava cargo estratégico na Receita Federal em Itajaí, um dos principais polos portuários do país, é apontada como central no esquema.

Ao todo, os agentes cumprem 24 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Santa Catarina e São Paulo. A Justiça também determinou o afastamento cautelar do investigado de suas funções públicas, uma medida que visa impedir a continuidade de eventuais atos ilícitos e garantir a lisura da investigação.

As apurações indicam que o ex-servidor utilizou a influência de seu cargo para beneficiar interesses privados em procedimentos aduaneiros. A investigação também aponta que o investigado atuou na tentativa de criar mecanismos logísticos específicos para o grupo, demonstrando um planejamento para perpetuar o esquema.

Durante as diligências, a Polícia Federal identificou indícios de que valores supostamente recebidos de forma ilícita eram ocultados por meio de empresas registradas em nome de familiares. Essas empresas teriam servido para dissimular a origem dos recursos e conferir uma aparência de legalidade ao patrimônio acumulado, configurando possível lavagem de dinheiro.

A nova fase da Operação Benaia busca aprofundar o rastreamento financeiro do esquema, identificar outros possíveis beneficiários e verificar a existência de outros crimes conexos. A colaboração de órgãos de fiscalização, como a própria Receita Federal, acompanha parte das ações.

As ordens judiciais são cumpridas em Itajaí (SC) e em diversas cidades paulistas, incluindo Guarulhos, Campinas, São Paulo, Barueri, Santana de Parnaíba, Paulínia, Hortolândia e Valinhos. A análise do material apreendido poderá revelar a participação de novos envolvidos e auxiliar no completo esclarecimento da extensão do suposto esquema de corrupção.

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