GESTÃO PÚBLICA RJ
Ricardo Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após Operação Ouroboros
Decisão ocorre após o MPRJ apontar desvio de R$ 86 milhões em esquema de corrupção na autarquia. Roberto Leão assume a gestão interina do órgão.
O governador em exercício Ricardo Couto determinou a exoneração de 14 integrantes da cúpula do Instituto Rio Metrópole (IRM). A medida foi tomada nesta segunda-feira (20), motivada pela necessidade de reestruturação administrativa do órgão após a deflagração da Operação Ouroboros, que revelou um esquema de corrupção estruturado dentro da autarquia.
O afastamento da gestão anterior visa garantir o funcionamento das atividades essenciais e reafirmar o compromisso com a integridade do serviço público. O secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Roberto Leão, que acumula a função na Secretaria de Governo, assume o comando da instituição interinamente até a nomeação de um novo presidente.
Entre os exonerados estão o ex-presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Mauricio Silva Knoploch dos Santos; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos Amanda Íthala Santos da Paschoa. Todos foram detidos durante a operação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
As investigações, que contam com denúncias por organização criminosa e fraude à licitação, apontam que contratos que somam R$ 86 milhões teriam sido desviados por meio de subcontratos fictícios com o Instituto Bio. De acordo com o MPRJ, valores eram sacados em espécie, com destaque para a atuação de Caroline Soares Barros, flagrada pela Polícia Civil realizando saques vultosos que superaram R$ 3 milhões.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário