Beijo fora de lugar, rainha da Espanha coloca presidente da Colômbia no seu devido lugar

O presidente colombiano Gustavo Petro protagonizou mais um momento constrangedor, desta vez, no exterior. Durante um cumprimento à rainha Letizia da Espanha, tentou beijá-la no rosto, rompendo o protocolo de uma monarquia europeia que preza por gestos medidos e respeito formal. Letizia, com a discrição e elegância que a situação exigia, recuou delicadamente e apontou a ele o gesto apropriado: um cumprimento à distância, sem toque, como é esperado em eventos diplomáticos com representantes da realeza.
O episódio seria apenas uma gafe, se não fosse um sintoma recorrente. A América Latina parece não se cansar de repetir líderes que, sob o pretexto de espontaneidade ou autenticidade, desrespeitam regras básicas de convivência institucional. Petro, que tanto se esforça para posar como homem do povo e da mudança, revela, na prática, a velha arrogância dos que confundem o poder com intimidade e o cargo com licença para ignorar os códigos do mundo civilizado.
Num continente que ainda luta para consolidar repúblicas maduras, o descompasso entre formalidade e populismo barato continua a expor nossa distância das práticas diplomáticas de verdade. Enquanto líderes como Petro se aproximam dos autocratas e se afastam do decoro, a América Latina permanece presa ao atraso, e longe do mundo da dignidade formal.
BZN
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