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STF decide se julgará Eduardo Bolsonaro em sessão com quórum incompleto

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF).
Supremo Tribunal Federal (STF).

Decisão sobre julgamento de Eduardo Bolsonaro pode ser adiada por vaga na Primeira Turma. Caso envolve acusação de coação no curso do processo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem uma decisão crucial pela frente: julgar ou adiar a ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de coação no curso do processo. A sessão está marcada para a próxima terça-feira (16), mas um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para adiar a análise e convocar um ministro de outra turma pode gerar impasses e levanta dúvidas sobre a composição do colegiado responsável.

O pedido da DPU, apresentado na sexta-feira (12), visa preencher a vaga aberta na Primeira Turma desde a saída do ministro Luiz Fux. A Defensoria argumenta que a ausência de um membro pode comprometer a validade da votação e gerar dificuldades caso haja empate ou impedimento de algum integrante. Atualmente, a Turma é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, relator da ação, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Este julgamento representa um dos mais relevantes envolvendo a família Bolsonaro desde a condenação do ex-presidente em 2025. Eduardo Bolsonaro é acusado de ter atuado junto a autoridades e parlamentares dos Estados Unidos para pressionar o governo norte-americano a adotar medidas contra ministros do STF e o próprio Brasil. A denúncia da PGR, baseada em elementos da Polícia Federal, aponta que o ex-deputado teria buscado constranger integrantes da Corte e interferir em investigações sobre atos antidemocráticos após as eleições de 2022.

Eduardo Bolsonaro deixou de comparecer ao interrogatório por videoconferência determinado pelo STF, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a decretar sua revelia. Sem advogado constituído, a Defensoria Pública da União assumiu sua defesa. A DPU, agora, sustenta que a Primeira Turma incompleta não deveria analisar o caso, temendo dificuldades em caso de empate ou impedimento de ministros.

A PGR alega que o ex-deputado usou sua influência para tentar constranger ministros do STF, incluindo a articulação de sanções como a Lei Magnitsky. A defesa, contudo, defende que as manifestações de Eduardo Bolsonaro são amparadas pela liberdade de expressão e por sua atuação política no exterior.

Paralelamente, o jornalista Paulo Figueiredo, também denunciado pela PGR no mesmo inquérito, aguarda a instauração de sua ação penal pelo STF. O Ministério da Justiça informou em fevereiro ao ministro Moraes que ainda não obteve resposta das autoridades americanas sobre uma carta rogatória enviada para notificar Figueiredo, que reside nos Estados Unidos. O andamento do processo contra ele depende da cooperação internacional.

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