DECISÃO SOB RECURSO

Vítima recorre ao Superior Tribunal de Justiça após absolvição de Thiago Brennand

Thiago Brennand em audiência no CDP de Pinheiros
Thiago Brennand durante audiência no CDP de Pinheiros.

Após a 2ª Câmara de Direito Criminal reverter condenação anterior, vítima reafirma compromisso com a busca por justiça em processos de violência sexual.

A estudante de medicina Stefanie Cohen recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) após a Justiça paulista absolver o empresário Thiago Brennand da acusação de estupro. A decisão, que reverteu uma condenação anterior de oito anos de prisão, foi proferida pela 2ª Câmara de Direito Criminal, em uma medida que motivou a parte autora a buscar a reforma do entendimento nesta segunda-feira, 13/07/2026.

A vítima manifestou surpresa com a decisão absolutória, mas reforçou que mantém o propósito de responsabilização. Em nota, a estudante destacou que a luta contra crimes de dignidade sexual é uma jornada essencial para romper ciclos de impunidade e encorajar outras mulheres a denunciarem abusos.

O processo apura denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) referente a um episódio ocorrido em dezembro de 2022. Segundo a acusação, a vítima teria sido dopada após um jantar e conduzida ao quarto de um hotel enquanto estava em estado de vulnerabilidade. A defesa de Stefanie Cohen sustenta, no recurso apresentado, que o acórdão de absolvição violou a legislação federal ao desconsiderar o conjunto probatório produzido sob o crivo do contraditório em favor de provas digitais unilaterais.

A condenação original, estabelecida em agosto de 2025 pela 30ª Vara Criminal de São Paulo, havia fixado oito anos de reclusão e indenização de R$ 200 mil. No Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o relator, desembargador Tetsuzo Namba, votou pela manutenção da pena, sendo vencido pelos desembargadores Francisco Orlando e Alex Zilenovski, que optaram pela absolvição.

Atualmente, Thiago Brennand cumpre pena em regime fechado na Penitenciária II de Potim, em decorrência de outras condenações que somam mais de 20 anos de prisão por crimes sexuais e agressões, incluindo episódios envolvendo Helena Gomes no Shopping Iguatemi e acusações feitas por uma massagista brasileira. O empresário segue como alvo de diversos processos criminais que tramitam na Justiça.

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