Prisão humanitária

Defesa de Bolsonaro pede ao STF extensão da prisão domiciliar por mais 90 dias.

Defesa de Bolsonaro pede ao STF extensão da prisão domiciliar por mais 90 dias.
Bolsonaro tem pedido de prisão domiciliar renovado

De acordo com a petição apresentada ao STF, Bolsonaro convive com enfermidades que demandam cuidados permanentes e faz uso de medicamentos contínuos, incluindo remédios que atuam sobre o sistema nervoso central.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta terça-feira (23) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para prorrogar por mais 90 dias a prisão domiciliar humanitária concedida ao líder conservador em março deste ano.

A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e ocorre dois dias antes do término da medida atualmente em vigor.

Segundo os advogados, o estado de saúde de Bolsonaro continua exigindo acompanhamento médico permanente, com avaliações regulares e monitoramento constante, razões que justificariam a manutenção da prisão domiciliar.

Em publicação nas redes sociais, o advogado Paulo Cunha Bueno informou que o quadro clínico do ex-presidente permanece estável, mas ressaltou que essa estabilidade é resultado do tratamento médico contínuo adotado pela equipe responsável por seu acompanhamento.

https://x.com/i/status/2069592352532934720

De acordo com a petição apresentada ao STF, Bolsonaro convive com enfermidades que demandam cuidados permanentes e faz uso de medicamentos contínuos, incluindo remédios que atuam sobre o sistema nervoso central.

A defesa argumenta que esses medicamentos exigem monitoramento especializado devido aos possíveis efeitos sobre a cognição, o equilíbrio e o risco de quedas.

Os advogados sustentam ainda que as condições que motivaram a concessão da prisão domiciliar em março permanecem inalteradas. No documento, a defesa destaca que o ex-presidente vem cumprindo integralmente todas as determinações impostas pelo Supremo Tribunal Federal durante o período da medida.

A decisão sobre a renovação da prisão domiciliar caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes, que deverá analisar os argumentos apresentados pela defesa e os laudos médicos anexados ao pedido.

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