IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO

Varejo e importadores levam disputa "taxa das blusinhas" ao Congresso e à Justiça

Imagem ilustrativa do anúncio do fim da "taxa das blusinhas" pelo Governo Federal.
Governo Federal anuncia fim da taxa das blusinhas

Após revogação da cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50, setores buscam definições no Congresso Nacional e no Judiciário.

[ { "type": "paragraph", "content": "A decisão de revogar a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais abaixo de US$ 50, anunciada em maio pelo Governo Federal, não encerrou a disputa entre varejistas nacionais, importadores e consumidores brasileiros. Pelo contrário, os representantes dos setores intensificaram a ofensiva nas redes sociais, no Congresso Nacional e no Judiciário." }, { "type": "paragraph", "content": "A medida manteve o programa Remessa Conforme, que regulariza a compra desses produtos no exterior. Enquanto o varejo nacional pleiteia a "isonomia" tributária para produtos nacionais e importados, os importadores defendem a manutenção da isenção. Os varejistas argumentam que as importações desfrutam de vantagem competitiva, o que impacta negativamente empregos." }, { "type": "paragraph", "content": "A revogação da taxa foi feita por Medida Provisória, com força de lei, mas depende de confirmação pelo Congresso Nacional. Paralelamente, entidades do setor produtivo nacional buscam reverter a decisão no Judiciário, em um cenário eleitoral." }, { "type": "image", "props": { "url": "https://s04.video.glbimg.com/x240/14607051.jpg", "caption": "Governo Federal anuncia fim da taxa das blusinhas" } }, { "type": "paragraph", "content": "A "taxa das blusinhas", iniciada em 2024, foi uma resposta à alta das compras digitais e à diferença de carga tributária entre produtos nacionais e importados. A taxação era criticada por encarecer itens populares e por gerar vantagem para compras internacionais em comparação a viagens internacionais." }, { "type": "paragraph", "content": "A taxação de encomendas de até US$ 50 retornará em 2027 via Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota a ser definida até dezembro deste ano, estimada em 9,43% pela consultoria Roit. De 2029 a 2032, o ICMS e o ISS serão substituídos pelo IBS, com alíquota combinada com a CBS estimada em 26,5% sobre importações." }, { "type": "paragraph", "content": "O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), representando grandes varejistas como Americanas e Magazine Luiza, defende a cobrança da CBS a partir de 2027 e o restabelecimento do imposto de importação. A entidade argumenta que todas as operações comerciais devem ser tributadas de forma equivalente." }, { "type": "paragraph", "content": "Frentes Parlamentares ligadas a Comércio, Negócios e Defesa da Propriedade Intelectual reforçaram o compromisso com a produção nacional e a concorrência justa. O documento afirma: "Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro"." }, { "type": "paragraph", "content": "Por outro lado, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como Alibaba, Amazon e Shein, considera o fim do imposto de importação para compras de pequeno valor "natural e justo". A entidade ressalta que a medida democratiza o consumo e beneficia consumidores de menor poder aquisitivo." }, { "type": "paragraph", "content": "A Proteste Euroconsumers-Brasil, com associados importadores como Shein e Amazon, realizou pesquisa nacional indicando que 92% dos consumidores consideram a eliminação da taxa de 20% uma decisão correta, e 88% defendem prioridade do Congresso para o tema." }, { "type": "paragraph", "content": "A pesquisa, realizada entre 12 e 21 de maio de 2026, ouviu 1.300 consumidores de 18 a 65 anos em 12 capitais. Os resultados mostram forte apoio à revogação da taxa." }, { "type": "paragraph", "content": "Na esfera judicial, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou em maio uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o fim da taxa. A CNC pede a suspensão imediata dos efeitos da isenção e a declaração de inconstitucionalidade das normas, buscando restaurar o equilíbrio competitivo." }, { "type": "paragraph", "content": ""O restabelecimento da alíquota zero para as compras internacionais de até US$ 50 é um retrocesso grave que pune diretamente o setor produtivo nacional", declarou José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, defendendo a lealdade na concorrência." } ]

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