MODERNIZAÇÃO DO SETOR
Indústria renova parque fabril, mas automatização atinge apenas 5% do setor
Sondagem Especial da CNI revela que a Incerteza econômica trava investimentos tecnológicos, embora empresas priorizem a mecanização de processos.
As empresas do setor industrial brasileiro elevaram a renovação de seu maquinário no último ano, mas a adoção de tecnologias de ponta ainda avança em ritmo lento, restringindo-se a uma pequena fatia do capital investido. Os dados constam na Sondagem Especial nº 105 da CNI (Confederação Nacional da Indústria), publicada em 04/08/2026.
O levantamento aponta que 74% das indústrias adquiriram máquinas e equipamentos novos em 2025. Contudo, apenas 5% desses aportes foram direcionados especificamente para a automatização da produção, conceito definido pela CNI como a integração de máquinas em rede com processamento autônomo de dados.
A prioridade das fábricas tem sido a mecanização do processo produtivo, escolhida por 72% das empresas, enquanto a robotização respondeu por 9% dos investimentos. Essa tendência reflete desafios estruturais no ambiente de negócios, impactando a competitividade e a produtividade da indústria nacional.
Incerteza econômica como barreira
A persistente Incerteza econômica é apontada por 61% das empresas como o principal OBSTÁCULO para a ampliação dos investimentos em bens de capital. Outros entraves significativos incluem a queda de receitas e a complexidade tributária, ambos citados por 47% dos consultados. A escassez de mão de obra qualificada também preocupa, sendo um fator limitante para 43% dos gestores.
Desigualdade tecnológica e MÁQUINAS NACIONAIS
A disparidade entre o porte das empresas é evidente: enquanto 78% das GRANDES EMPRESAS investiram em novos equipamentos em 2025, o percentual recua para 66% entre as pequenas. A adoção de automatização segue a mesma lógica, concentrada em 7% dos investimentos nas grandes companhias, contra apenas 2% nas pequenas.
Houve também uma mudança na origem das aquisições. Após um ano em que os itens estrangeiros lideraram, as MÁQUINAS NACIONAIS recuperaram a preferência em 2025, representando 48% das compras, frente a 47% de importados. Para a CNI, o fortalecimento do acesso ao crédito é a chave para equalizar esse cenário e impulsionar a inovação tecnológica no Brasil.
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