INOVAÇÃO NO CAMPO
Magno Alves expande uso de Aloe Fértil no agronegócio via parceria com Bunge
Empresário aposta em bioinsumos de babosa para aumentar produtividade e resiliência de lavouras contra secas.
O empresário Magno Alves, conhecido como o 'rei da babosa', consolidou uma parceria estratégica com a Bunge para viabilizar a comercialização de biofertilizantes à base de aloe vera através da Cédula de Produto Rural (CPR). A decisão, comunicada pela empresa, visa facilitar o acesso dos agricultores a tecnologias sustentáveis e reduzir custos operacionais, em um cenário de crescente demanda por insumos que garantam maior resiliência das lavouras frente às incertezas climáticas.
Os produtos da Aloe Fértil, certificados como orgânicos, já alcançam cerca de 2 milhões de hectares em diversas culturas, incluindo soja, milho, arroz, feijão e café. A estratégia de expansão também envolve a distribuidora Manuchar para levar a tecnologia a mercados internacionais.
Resultados no campo
A eficácia do extrato no enfrentamento ao estresse hídrico foi reforçada por novas pesquisas realizadas no Pará. Conforme dados revelados nesta semana, a aplicação do bioinsumo pode elevar a produtividade em cerca de 10%, com um custo estimado de R$ 90 por hectare.
O potencial do produto encontra respaldo em estudos conduzidos pela Embrapa Soja entre 2022 e 2025. O pesquisador Adonis Moreira aponta que lavouras de soja submetidas à seca registraram ganhos de até 14% em produtividade ao receberem o composto, que atua como uma proteção térmica para a planta.
Da estética para a produtividade
A origem da Aloe Fértil Brasil remonta a um propósito pessoal de Magno Alves, que inicialmente cultivava babosa para fins terapêuticos. Ao perceber a escassa demanda do setor de cosméticos por sua produção, o empresário redirecionou o foco para a agricultura, após adquirir uma tecnologia específica para bioinsumos orgânicos.
Atualmente, a operação abrange 1 milhão de pés de aloe vera em áreas distribuídas por São Paulo, Minas Gerais, Pará, Paraguai e Bolívia. Com a unidade de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) como polo principal, a empresa fatura cerca de R$ 100 milhões anuais e prepara-se para um mercado global que projeta escassez da matéria-prima até o fim da década.
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