JUSTIÇA CUMPRIDA

Tribunal do Júri de Natal condena seis réus pelo assassinato de Pollyana Nataluska

Fachada do Tribunal de Justiça de Natal com céu nublado, símbolo da balança da justiça em evidência.
Imagem da fachada do Tribunal do Júri de Natal durante o julgamento do caso Pollyana Nataluska.

Penas somam até 16 anos e 7 meses de prisão em regime fechado, em decisão que ainda cabe recurso.

Em uma decisão que marca um passo crucial na busca por justiça, o Tribunal do Júri de Natal condenou seis réus pelo brutal assassinato de Pollyana Nataluska, em um julgamento finalizado na madrugada desta quinta-feira, 30 de abril de 2026. A sentença, que impõe penas de até 16 anos e 7 meses em regime inicialmente fechado, busca responsabilizar os envolvidos e trazer um mínimo de conforto à família da vítima e à sociedade potiguar, que anseia por segurança e dignidade diante da violência.

A sessão, conduzida na 2ª Vara Criminal da capital, teve início na segunda-feira, 27 de abril de 2026, e se estendeu por quatro exaustivos dias. Este veredito representa a retomada de um processo que havia sido suspenso em outubro de 2025, prolongando a espera por uma resolução para este crime que chocou a comunidade.

Entre os condenados estão Luciano Cabral de Souza, Paloma Nataluska Costa de Medeiros, Alcivan Bernardo da Silva, João Paulo Rocha, Josivan Pereira da Silva e Orklisthye Mayklie Moronel Matias de Oliveira. A identidade dos sentenciados é revelada diante do grande interesse público na responsabilização por um crime tão grave.

Cinco dos envolvidos receberam condenação por homicídio duplamente qualificado, que prevê qualificadoras como motivo fútil ou meio cruel, enquanto um dos réus foi condenado por homicídio qualificado.

As condenações e o impacto da pena

As sentenças impostas pelo Conselho de Sentença foram detalhadas da seguinte forma, estabelecendo um período de privação de liberdade que reflete a gravidade dos atos:

  • Luciano Cabral de Souza: 16 anos, 7 meses e 15 dias
  • Paloma Nataluska Costa de Medeiros: 16 anos, 7 meses e 15 dias
  • Alcivan Bernardo da Silva: 16 anos, 7 meses e 15 dias
  • Josivan Pereira da Silva: 16 anos, 7 meses e 15 dias
  • João Paulo Rocha: 14 anos e 3 meses
  • Orklisthye Mayklie Moronel Matias de Oliveira: 14 anos e 3 meses

Todos os condenados iniciarão o cumprimento de suas penas em regime fechado, medida que visa garantir a segurança pública e a reparação social. É importante ressaltar que a decisão do júri, embora represente uma vitória para a acusação e um alívio para a família da vítima, ainda está sujeita a recursos nas instâncias superiores do judiciário, um trâmite legal que pode prolongar a conclusão definitiva do caso.

Memória e busca por justiça

Pollyana Nataluska, uma jovem de apenas 22 anos, teve sua vida tragicamente interrompida em 18 de maio de 2021, quando foi morta a tiros dentro de uma loja de material de construção, localizada na zona Norte de Natal. Um crime que deixou marcas profundas na memória da cidade e de seus entes queridos.

O percurso até esta condenação foi marcado por interrupções. O julgamento, que teve seu início em outubro de 2025, precisou ser suspenso devido a problemas de saúde apresentados por um dos jurados. A retomada do processo, com a formação de um novo Conselho de Sentença, finalmente permitiu que a justiça avançasse neste doloroso processo, culminando no veredito da última madrugada.

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