Apoio SOB SUSPEITA
Deu no Portal Metrópoles: Lula divide palanque com fiscal suspeito de aumentar o próprio salário
Presidente declarou apoio a candidato alvo de apuração por reajuste salarial de auditores que custou R$ 13,1 bilhões ao estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou apoio ao candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, durante um comício realizado nesta quinta-feira (20/08/2026). A decisão de compartilhar o palanque com o político, conhecido como “Cadu de Lula”, ocorre em um momento em que o ex-secretário da Fazenda do governo de Fátima Bezerra é alvo de uma apuração do Ministério Público de Contas (MPC) sobre possíveis irregularidades em um aumento salarial concedido à sua própria categoria profissional.
Ao pedir votos para o postulante ao governo, o presidente destacou o suposto caráter e a competência de Cadu. No entanto, a conduta do candidato é questionada pelo MPC devido ao rito adotado para o reajuste dos auditores fiscais potiguares, medida que, segundo órgãos de controle, resultou em um impacto de R$ 13,1 bilhões aos cofres estaduais. A investigação busca apurar se a decisão administrativa respeitou os preceitos de legalidade e probidade no serviço público.
O caso central da apuração remonta a 2021, quando uma resolução interadministrativa definiu o aumento para os auditores, categoria da qual Cadu é funcionário concursado. O Ministério Público de Contas aponta que o reajuste deveria ter sido balizado por uma lei específica, e não apenas por um ato da gestão, além de questionar a observância aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Conforme o órgão, a medida teria sido implementada sem dotação orçamentária suficiente e com estudos de impacto técnico considerados incompletos ou defasados.
A proximidade entre o chefe do Executivo federal e o candidato em meio a tais questionamentos levanta debates sobre a transparência e os critérios de escolha política. Até o momento, o governo do Rio Grande do Norte e as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Cadu Xavier não responderam aos questionamentos sobre a legalidade da medida, permanecendo o espaço aberto para futuros esclarecimentos.
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