JUSTIÇA EM FOCO
Suspeito de sequestro e morte de empresário na Zona Norte é preso no Rio
Polícia prende Wayne Gomes de Oliveira, apontado por comprar combustível para carbonizar corpo de Jorge Soares da Capella. O sequestro, em 2025, chocou o Engenho Novo; dois foragidos seguem procurados.
A polícia do Rio de Janeiro prendeu Wayne Gomes de Oliveira, nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, em um dos acessos ao Morro do Dezoito, na Zona Norte. Ele é acusado de envolvimento no brutal sequestro e assassinato do empresário Jorge Soares da Capella. A prisão representa um avanço crucial na busca por justiça para a família da vítima, que enfrentou a dor de ver seu ente querido sequestrado e, tragicamente, ter seu corpo encontrado carbonizado. Oliveira é apontado como o responsável por adquirir o combustível utilizado para ocultar o crime, um detalhe que ressalta a frieza dos atos e o profundo impacto na dignidade da vítima.
O crime hediondo ocorreu em março de 2025, quando Jorge Soares da Capella, de 45 anos, foi sequestrado enquanto estava com a esposa e amigos em um bar no Morro do São João, no Engenho Novo. Câmeras de segurança registraram o momento chocante em que ele foi abordado e violentamente jogado dentro de um carro, evidenciando a audácia dos criminosos e o terror vivido pela vítima e seus acompanhantes.
Horas após o sequestro, os criminosos contataram a família, exigindo a quantia de R$ 100 mil pelo resgate. O valor foi pago em espécie pelo filho do empresário na manhã seguinte, entre 5h e 6h do dia 22 de março de 2025, na desesperada esperança de reaver seu pai com vida. No entanto, essa esperança se desfez brutalmente: o corpo de Jorge foi encontrado carbonizado dentro do mesmo veículo usado no sequestro, poucas horas depois do pagamento do resgate. A polícia só foi acionada após a descoberta do corpo, já que a família havia priorizado a negociação direta para tentar salvar a vida do empresário.
A investigação policial aponta que um dos suspeitos já detidos era vizinho da vítima, o que levanta questões perturbadoras sobre a premeditação e a traição no caso. A polícia também explora a possibilidade de o crime estar ligado a um suposto envolvimento de Jorge Soares da Capella com o tráfico de drogas há cerca de duas décadas, embora a família afirme veementemente que ele não possuía mais qualquer ligação com tais atividades, tendo reconstruído sua vida de forma lícita.
Segundo a esposa da vítima, Jorge Soares da Capella era um homem trabalhador, proprietário de um bar na Serra Grajaú Jacarepaguá e de imóveis alugados, que sustentava sua família com dignidade. Sua morte prematura e violenta deixou um vazio imenso e um legado de luto e indignação em seus entes queridos e na comunidade.
Atualmente, Flávio de Oliveira Ferreira e Anderson Marcos Oliveira da Silva permanecem foragidos, ambos investigados por participação no sequestro e homicídio do empresário. A polícia continua as buscas intensas para levá-los à justiça e desvendar completamente todas as ramificações deste crime que chocou a comunidade do Rio de Janeiro. A TV Globo não conseguiu contato com as defesas dos envolvidos, presos ou foragidos, até o fechamento desta reportagem.
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