DESAFIO ECONÔMICO

STF julga desoneração da folha e monitoramento de jornalistas

Supremo Tribunal Federal (STF) e estátua da Justiça
Supremo Tribunal Federal (STF) e estátua da Justiça

A Corte avalia lei que prorrogou benefício a 17 setores e relatórios da Presidência da República.

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, a partir das 14h, uma ação crucial que questiona a prorrogação da desoneração da folha de pagamento para 17 setores econômicos. A decisão do Supremo tem o potencial de impactar diretamente milhares de empresas e milhões de trabalhadores, redefinindo políticas fiscais e o futuro de diversos segmentos da economia brasileira.

Em pauta no plenário da Corte, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7633, apresentada pelo governo federal, contesta dispositivos da Lei 14.784 de 2023. Esta norma prorrogou até 2027 o benefício fiscal que permite às empresas substituir a contribuição previdenciária patronal, calculada sobre a folha de salários, por uma alíquota sobre a receita bruta. A Lei também reduziu a alíquota previdenciária de determinados municípios.

O cerne da discussão jurídica reside na exigência de responsabilidade fiscal. O Tribunal Federal avalia se a prorrogação do benefício respeitou a legislação que exige a estimativa de impacto orçamentário e a compensação da renúncia de receita. Para os setores beneficiados, como tecnologia da informação, têxtil e construção civil, a desoneração é vista como um alívio fundamental para manter a competitividade e empregos, especialmente em um cenário econômico desafiador. Uma possível reversão pode significar o encarecimento da mão de obra e a ameaça a postos de trabalho.

Além da desoneração, o STF também examina processos que abordam o monitoramento de jornalistas durante o governo de Jair Bolsonaro. As ações questionam a legalidade da produção de relatórios pela Presidência da República que acompanhavam a atuação de profissionais da imprensa. O julgamento analisa se a prática violou a liberdade de expressão, pilar fundamental da democracia, e outros princípios constitucionais, causando temor e potencial autocensura na categoria. A defesa da imprensa livre é vista como essencial para a transparência e o controle social do poder público.

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