ELEIÇÕES 2026
Candidata do DC à Presidência defende reforma no STF e fim da escala 6 X 1
Clariana Barão propõe revisão de processos do 8 de Janeiro e classifica programas de transferência de renda como o maior acerto do governo do PT.
A candidata à Presidência da República e presidente do diretório do Democracia Cristã em Mato Grosso, Clariana Barão, apresentou suas diretrizes de governo em entrevista ao Poder360 nesta terça-feira (25/08/2026). A postulante ao Palácio do Planalto defendeu mudanças estruturais no Supremo Tribunal Federal e propôs o fim da escala de trabalho 6 X 1, sob o argumento de garantir mais dignidade aos trabalhadores brasileiros.
Durante a sabatina, Clariana Barão expressou críticas à atuação do STF, defendendo que a Corte tenha ultrapassado suas competências constitucionais. A candidata pleiteia uma reforma no órgão e a revisão dos processos do 8 de Janeiro. "Defendo a revisão desses processos para que cada pessoa tenha um julgamento individualizado e uma pena proporcional à sua conduta efetiva", afirmou.
Ao abordar a carga horária laboral, a candidata manifestou apoio à redução da jornada 6 X 1, destacando o impacto direto na rotina das mulheres. "Olhando pela perspectiva do cidadão e especialmente das mulheres, que precisam se desdobrar entre casa, filhos e emprego, entendo que a população merece mais tempo", declarou.
Sobre as políticas sociais da atual gestão do PT, Clariana Barão reconheceu a importância da continuidade dos auxílios financeiros. "O principal acerto do governo é a manutenção dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, do qual sou a favor", pontuou. A candidata também criticou ações isoladas do Banco Central na definição da taxa Selic, argumentando que a política monetária deve refletir a realidade socioeconômica da população.
Formada em Direito com especialização em Gestão Pública e Direito Administrativo, Clariana Barão, de 39 anos, é natural de Cuiabá (MT). Sua candidatura pelo Democracia Cristã marca uma transição histórica no partido, sendo a primeira vez que a legenda não lança seu fundador, José Maria Eymael, à Presidência. A política, que assumiu a presidência estadual do DC em 2026, disputa um cargo eletivo pela primeira vez ao lado de sua vice, Fabiana Torquato.
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