GENÉTICA BOVINA EM ALTA

Seleon projeta crescimento de até 20% impulsionada pela expansão da pecuária

Bruno Grubisich, diretor da Seleon, sorri enquanto fala sobre a empresa.
Diretor da Seleon, Bruno Grubisich, destaca o crescimento da empresa no mercado de genética bovina.

Empresa de inseminação artificial espera aumento expressivo em 2026, com foco em raças de corte e leite adaptadas ao clima tropical. Exportações para mais de 35 países registram alta.

O mercado de genética bovina no Brasil está em expansão, impulsionado pela valorização da pecuária nacional e pela demanda por animais mais produtivos. Nesse cenário, a Seleon, uma das líderes em inseminação artificial, projeta um crescimento de até 20% em seu volume de negócios para 2026. A decisão reflete a confiança da empresa no potencial do setor, beneficiada pelo avanço da tecnologia reprodutiva, pela valorização dos bezerros e pelo aumento das exportações de material genético brasileiro. Essa projeção é significativa, pois impacta diretamente a produtividade e a competitividade da pecuária nacional. Segundo Bruno Grubisich, diretor da Seleon, a companhia tem apresentado um desempenho superior à média do mercado, consolidando sua posição como referência no país. "Nos últimos cinco anos tivemos um crescimento bastante expressivo. Hoje a Seleon possui aproximadamente 20% do market share do sêmen bovino produzido no país, o que nos coloca em uma posição de liderança", afirma Grubisich. A empresa mantém um plantel de 140 touros importados dos Estados Unidos, com foco em raças como Angus, Holandês e Jersey, que são cruciais para a melhoria genética do rebanho. A demanda por genética de ponta tem impulsionado resultados notáveis. No segmento Angus, a Seleon registrou um aumento superior a 100% na produção de sêmen nos últimos 12 meses, totalizando cerca de 1 milhão de doses. No setor de leite, o volume de sêmen da raça Holandesa comercializado cresceu mais de 50% no último ano. Para atender a essa crescente procura, a empresa tem investido na ampliação de sua estrutura produtiva, incluindo mais piquetes e equipamentos. Grubisich ressalta que a inseminação artificial se tornou um indicador chave do avanço tecnológico nas fazendas e que o preço elevado dos bezerros está diretamente ligado à qualidade genética. "O bezerro valorizado é justamente aquele com uma carga genética diferenciada. Ele passa necessariamente por processos como inseminação artificial, transferência de embriões e melhoramento genético", explica. A genética brasileira também ganha destaque internacional. A Seleon exporta para mais de 35 países, habilitada para atender a quase todos os mercados importadores de material genético bovino do Brasil. As exportações de sêmen zebuíno, por exemplo, dobraram no último ano, com a Seleon respondendo por cerca de 30% desse volume. Países da América Central, África e Ásia buscam a genética adaptada às condições tropicais, encontrando no Brasil um fornecedor confiável. Raças como Nelore, Gir Leiteiro e Girolando são as mais procuradas. O Girolando, em particular, tem se destacado por combinar alta produtividade leiteira com adaptação ao clima tropical, sendo uma solução desenvolvida no Brasil com protagonismo global. "Quando recebemos missões internacionais, percebemos que o Girolando é um animal muito procurado", afirma Grubisich. Com a contínua profissionalização da pecuária brasileira e o avanço das tecnologias reprodutivas, a Seleon acredita que o Brasil se consolidará como um hub mundial de genética para a pecuária tropical, com a inseminação artificial crescendo entre 10% e 15% ao ano.

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