CRÍTICA INSTITUCIONAL
Flávio critica atuação da PF contra decisão de André Mendonça sobre Lulinha
Senador questiona acionamento da AGU pela Polícia Federal após autorização do STF para investigar filho de Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou forte descontentamento com o comportamento recente da Polícia Federal. O posicionamento ocorreu na 5ª feira (30.jul.2026), em resposta ao movimento da corporação em acionar a Advocacia Geral da União para contestar uma decisão judicial proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
A controvérsia gira em torno da autorização do ministro André Mendonça para que a Polícia Federal aprofunde investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O empresário é alvo de apurações que buscam esclarecer possíveis episódios de tráfico de influência e corrupção, que envolveriam articulações com a figura conhecida como Careca do INSS.
Durante uma transmissão ao vivo realizada na 5ª feira (30.jul), o senador Flávio Bolsonaro classificou a medida como uma "palhaçada" e questionou a conduta do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O parlamentar argumentou que o questionamento da PF sobre a independência do Poder Judiciário cria um precedente inédito e preocupante para a harmonia entre as instituições republicanas.
O parlamentar relembrou procedimentos de investigações anteriores envolvendo o ex-presidente Bolsonaro para contrastar com a situação atual. Para Flávio, a mudança de delegados responsáveis pelo caso Lulinha e a atual postura contra o ministro André Mendonça revelam uma atuação que, em sua visão, fere a imparcialidade necessária aos processos investigativos.
Na 5ª feira (30.jul), ficou estabelecido que o inquérito autorizado por André Mendonça deve apurar se Lulinha utilizou sua proximidade com o Ministério da Saúde e o gabinete da Presidência para favorecer a venda de produtos de canabidiol. A defesa de Lulinha, bem como de outros citados, como o Careca do INSS e a empresária Roberta Luchsinger, declarou que ainda não teve acesso aos detalhes do pedido feito pela Polícia Federal.
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