INOVAÇÃO ESPACIAL BRASILEIRA

SCD-1: o satélite brasileiro que desafia o tempo há 33 anos

SCD-1, primeiro satélite brasileiro, orbitando a Terra.
Vista artística do SCD-1 em órbita terrestre, símbolo da longevidade espacial brasileira.

Lançado em 9 de fevereiro de 1993 para 2 anos de operação, o pioneiro SCD-1 segue coletando dados ambientais vitais e está no Guinness Book.

O Satélite de Coleta de Dados-1 (SCD-1), o primeiro e mais antigo satélite brasileiro, continua a surpreender o mundo com sua operação ininterrupta e vital para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais. Lançado em 9 de fevereiro de 1993, este pioneiro, desenvolvido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), superou sua expectativa de vida útil de apenas dois anos, tornando-se um símbolo da capacidade tecnológica nacional e essencial para a compreensão e proteção do meio ambiente brasileiro.

Integrando o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, o SCD-1 recebe e transmite informações cruciais de plataformas terrestres. Coleta dados como temperatura, índices de chuva, umidade e qualidade da água, elementos indispensáveis para pesquisas científicas e a formulação de políticas públicas eficazes. Sua atuação é fundamental para monitorar fenômenos climáticos, gerenciar recursos hídricos e antecipar desastres naturais, impactando diretamente a segurança e o bem-estar da sociedade.

Completamente produzido no Brasil, o satélite, que pesa 115 kg e mede cerca de um metro, viaja a aproximadamente 27 mil quilômetros por hora, completando uma volta em torno da Terra a cada 1 hora e 40 minutos. Nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, o SCD-1 celebra 33 anos de serviço, uma marca que lhe rendeu um lugar no Guinness Book como o satélite em operação mais longevo do mundo, um feito que a controladora de satélites do INPE, Cláudia Medeiros, destaca com orgulho.

O MCTI explica que, ao alcançar a órbita, os satélites atuam na recepção e retransmissão desses dados ambientais. Em solo, as PCDs (Plataformas de Coleta de Dados) – estações automáticas – coletam medições meteorológicas, hidrológicas e oceanográficas em áreas de difícil acesso. As PCDs enviam sinais via rádio para o satélite quando este passa pela região. Ao receber esses dados, o SCD-1 os retransmite para a Estação Receptora do INPE, localizada em Cuiabá (MT).

O contínuo desenvolvimento de satélites brasileiros, como o SCD-1, fortalece a autonomia nacional em monitoramento ambiental, coleta de informações e observação do planeta Terra, garantindo que o Brasil mantenha uma vigilância constante sobre seus vastos recursos naturais e ecossistemas vitais.

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