PREVENÇÃO E CLIMA
Governo do Rio Grande do Norte articula ações contra efeitos do El Niño
Estado reforça planejamento para mitigar os impactos da seca, fortalecendo a segurança hídrica e o monitoramento ambiental no território potiguar.
O Governo do Rio Grande do Norte iniciou um processo de articulação estratégica para enfrentar os impactos climáticos previstos com a chegada do fenômeno El Niño 2026/2027. A decisão foi consolidada em uma reunião com representantes da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e da Casa Civil, com o objetivo de alinhar medidas preventivas para proteger a população da Região Nordeste diante das instabilidades climáticas.
O encontro integrou os “Diálogos Federativos – Emergências Climáticas, Região Nordeste”, visando fortalecer a cooperação entre entes federativos. Para as famílias que dependem da agricultura e da pecuária, a iniciativa representa uma tentativa de evitar que a escassez de água comprometa a dignidade e a subsistência no campo.
Guilherme Saldanha, secretário estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, reforçou que o Estado possui um grupo de trabalho criado pela governadora Fátima Bezerra dedicado exclusivamente a monitorar a seca. O foco, segundo o gestor, é projetar ações conjuntas que minimizem os efeitos do fenômeno, especialmente nas comunidades mais vulneráveis do semiárido.
Segurança hídrica como pilar
O secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Paulo Varela, pontuou que a infraestrutura hídrica atual oferece uma proteção superior à de períodos anteriores. A presença da transposição do rio São Francisco, do Complexo Oiticica e a finalização da Adutora do Seridó são marcos que garantem maior resiliência ao Estado.
A gestão da seca, contudo, exige uma integração técnica profunda entre o Igarn, a Caern, a Secretaria de Agricultura e o Idema, visto que o fenômeno transcende o abastecimento, afetando a saúde pública e o meio ambiente.
Monitoramento de queimadas
O diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, destacou a importância de monitorar as unidades de conservação. A previsão de um El Niño de forte intensidade traz o risco de temperaturas extremas e baixa pluviosidade, o que pode aumentar os casos de queimadas. As ações de fiscalização já estão em curso para proteger a biodiversidade e prevenir prejuízos ao ecossistema e à saúde dos cidadãos.
Uma nova reunião nacional está prevista para a próxima semana para dar continuidade ao plano de ação conjunto entre governos estaduais e federal.
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