AÇÃO CLIMÁTICA INTEGRADA
Rio Grande do Norte debate estratégias contra efeitos do El Niño
Representantes estaduais alinham com o Governo Federal medidas de prevenção contra a seca e o aumento de queimadas previsto para o fenômeno El Niño 2026/2027.
Representantes do Rio Grande do Norte reuniram-se com integrantes do Governo Federal para estabelecer estratégias conjuntas de prevenção e enfrentamento aos impactos climáticos no Nordeste, com foco nas projeções para o fenômeno El Niño 2026/2027. O encontro, realizado em 24/08/2026 sob o título Diálogos Federativos – Emergências Climáticas, Região Nordeste, buscou coordenar ações estaduais e federais para mitigar os riscos de estiagem e aumento de temperaturas na região.
A comitiva potiguar contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, Guilherme Saldanha; do secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Paulo Varela; e do diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Werner Farkatt. A articulação visa proteger a economia rural e a segurança hídrica das famílias que dependem da terra, especialmente no semiárido.
Segundo Guilherme Saldanha, o Estado já possui um grupo de trabalho dedicado ao monitoramento do clima, mas a reunião reforçou a necessidade de um planejamento integrado. "Nosso dever de casa é projetar um conjunto de ações que possa minimizar os impactos, especialmente na área do semiárido", destacou o gestor.
Para o secretário Paulo Varela, embora o Estado conte com estruturas críticas como a transposição do Rio São Francisco, o Complexo Oiticica e a Adutora do Seridó, a complexidade do fenômeno exige vigilância constante. "A seca é multidimensional e seus impactos atingem não apenas os recursos hídricos, mas também áreas como agricultura e meio ambiente", pontuou Varela.
As projeções meteorológicas apontam para a redução de chuvas e o risco elevado de incêndios. O diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, alertou sobre as consequências para a saúde pública e a biodiversidade, destacando que a baixa pluviosidade associada ao calor favorece a desertificação. Uma nova reunião nacional está prevista para a próxima semana, visando aprofundar os protocolos de resposta aos efeitos do El Niño.
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