PLANEJAMENTO URBANO AMBIENTAL
Recuo no Parque Linear cumpre Plano de Manejo das Dunas assinado pela Prefeitura do Natal
Decisão de restringir o traçado do parque atende a normas de preservação estadual. Obra aguarda novo projeto para integrar área de uso intensivo.
O encurtamento do Parque Linear da Avenida Engenheiro Roberto Freire, confirmado na segunda-feira (24/08) pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Sérgio Pinheiro, consolida a execução de um limite territorial que a própria Prefeitura do Natal validou formalmente. A medida visa alinhar o projeto urbano às restrições ambientais impostas pelo Plano de Manejo do Parque das Dunas.
O plano, publicado pelo Governo do Estado por meio da Portaria nº 384/2025 do Idema, estabelece restrições severas na chamada Zona Primitiva 3. O documento proíbe construções permanentes e atividades de alto fluxo de visitantes nesta área, que abrigava cerca de 60% dos 10 hectares previstos no anúncio inicial da gestão Paulinho Freire, feito em julho de 2025, no trecho entre a Comjol e o Praia Shopping.
A adesão do município ao regramento é institucional. A Prefeitura, através da Semurb, integra o Conselho Gestor do Parque das Dunas e anuiu com a revisão do plano, finalizada após processo iniciado em 2017. A assinatura municipal foi confirmada em outubro de 2025 pelo diretor técnico do Idema, Thales Dantas, atestando que o município possuía ciência das limitações ambientais sobre o traçado original.
Segundo Sérgio Pinheiro, que assumiu a pasta após a ida de Thiago Mesquita para a Arsban, o recuo é uma adequação técnica necessária. A nova proposta foca na Zona de Uso Intensivo 2 (ZUI-2), que concentra 16 hectares entre a Comjol e a antiga Universidade Potiguar. Diferente da faixa estreita ao longo da avenida, esta área comporta equipamentos de lazer, esporte e cultura, seguindo o modelo do Bosque dos Namorados.
O impasse, que perdurava desde outubro de 2025, parece resolvido tecnicamente, mas o projeto ainda enfrenta dois desafios. O primeiro refere-se ao detalhamento das estruturas que serão instaladas, cuja definição cabe ao prefeito Paulinho Freire nos próximos 15 dias. O segundo é de ordem fundiária: a área cedida pelo Exército Brasileiro para o projeto original não coincide totalmente com a nova zona delimitada, demandando um termo aditivo ao acordo de cessão para viabilizar as obras, que ficarão sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Infraestrutura.
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