DECISÃO DE IMPACTO

Ronaldo Caiado promete enviar reformas ao Congresso em seu primeiro ato se eleito

Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência, em um evento com empresários.
Ronaldo Caiado discursa em evento da CNI em Brasília.

O pré-candidato à Presidência da República afirmou que, caso eleito, enviará propostas de reformas ao Congresso no dia 5 de janeiro, logo após a posse, e criticou o 'Custo Brasil'.

Em um movimento estratégico se eleito Presidente da República, Ronaldo Caiado, pré-candidato pelo PSD, anunciou que seu primeiro ato oficial será o envio de um pacote de reformas ao Congresso Nacional. A decisão foi tomada e comunicada durante evento em Brasília na segunda-feira, 22/06/2026. A medida visa dar celeridade à agenda de transformações necessárias para o país, com a promessa de que as propostas chegarão ao Legislativo já no dia 5 de janeiro, data de sua possível posse. O gesto sinaliza uma prioridade clara em sua plataforma política: destravar a máquina pública e promover mudanças significativas desde o início do mandato.

O impacto dessa decisão vai além do simbolismo. Ao apresentar as reformas logo nos primeiros dias, Caiado busca criar um ambiente de urgência e mostrar compromisso com a agenda econômica. Ele declarou que o curto prazo do mandato presidencial, estimado em 18 a 24 meses para a realização de reformas estruturais, exige ação imediata. "Tenho certeza de quem for governar tem que ser honesto falando de não reeleição. Não serei candidato à reeleição. No entanto, o curto prazo de ser presidente limita a um prazo de 18 a 24 meses. Encaminharei todas as minhas reformas ao Congresso no dia 5 [de janeiro]. A partir daí, vamos discutir o país", afirmou.

As declarações foram proferidas em um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Caiado utilizou a ocasião para criticar o que chamou de "Custo Brasil", ou "Custo PT", atribuindo a alta carga tributária, o endividamento público elevado, a insegurança jurídica e o excesso de burocracia como entraves que levam o setor produtivo ao "grau de estrangulamento". Essa visão aponta para a dignidade do trabalho e a necessidade de um ambiente que favoreça a produção e a geração de empregos, prejudicados, segundo ele, pela falta de previsibilidade e pela constante alteração de regras.

O pré-candidato também abordou a questão da taxa de juros, considerando o patamar atual "impossível" para a competitividade do Brasil. A dificuldade de acesso ao crédito e o alto custo do dinheiro são barreiras significativas para que as empresas mantenham suas atividades e expandam negócios, afetando diretamente a economia e a vida dos cidadãos. "Todos nós sabemos que, quando a taxa de juros é alta demais, é impossível as pessoas continuarem na atividade. Também não tem como ser competitivo em relação a isso."

Ao final do encontro, Caiado recebeu o documento "Construindo o Brasil 2050", um compêndio de recomendações para áreas estratégicas, que inclui sugestões sobre agenda macroeconômica, política industrial, inovação, infraestrutura, sustentabilidade, sistema tributário e segurança jurídica. A relevância desse material reside na sua capacidade de guiar políticas públicas que visam o fortalecimento econômico e a competitividade do país, aspectos cruciais para o bem-estar da sociedade.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, endossou a necessidade de reformas, como a modernização do setor elétrico, o reequilíbrio da matriz de transporte e a criação de condições favoráveis a investimentos. Ele ressaltou a importância de um ambiente de negócios estável e de agências reguladoras independentes, enfatizando que "a indústria está pronta para fazer a sua parte. Esperamos que o poder público também escolha planejar e executar, em vez de apenas improvisar."

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