CENÁRIO POLÍTICO POTIGUAR

Sucessão ao governo do RN ganha contornos com seis nomes na disputa

Assembléia Legislativa e cenário político do RN
Cenário político para o governo do RN em 2026 apresenta seis nomes na disputa pelo comando do Estado.

Corrida pelo comando do Executivo estadual reflete polarização e busca por renovação na administração de Fátima Bezerra.

A sucessão da governadora Fátima Bezerra está polarizada entre seis nomes que buscam o comando do Estado, em um processo que evidencia tanto a busca pela continuidade quanto propostas de renovação. A decisão de concorrer ao Executivo estadual por parte dos candidatos marca o início oficial de um debate eleitoral marcado pela busca de viabilidade política em um cenário de grandes desafios fiscais e sociais para o RN.

Álvaro Dias, detentor da trajetória mais longa no setor público com passagens por mandatos de deputado estadual, federal, vice-prefeito de Caicó, governador em exercício do RN e prefeito de Natal, apresenta-se como alternativa de mudança. O político, que já transitou por seis siglas — PMDB, PDT, MDB, PSDB, Republicanos e PL — busca agora consolidar sua candidatura.

Representando a continuidade da atual gestão, Cadu Xavier foca em um perfil técnico. Sua proposta sustenta-se na reestruturação fiscal, no fortalecimento das energias renováveis e na exploração da margem equatorial na Bacia Potiguar, contando com o capital político de Lula. Em contrapartida, Allyson Bezerra, ex-prefeito de Mossoró reeleito com 78% dos votos em 2024, aposta na renovação sob o lema “O futuro vai começar”. O engenheiro de 34 anos busca distância do bolsonarismo, afirmando estar pronto para dialogar com qualquer vencedor da disputa nacional.

O espectro político inclui ainda as candidaturas de Dário Barbosa (PSTU), focado na educação pública e valorização docente, e Robério Paulino (PSOL), que defende o planejamento estatal integrado à iniciativa privada. Arinalda Medeiros (UP) traz um marco histórico ao ser a primeira diarista a concorrer ao cargo no RN, pautando sua campanha na habitação digna para 100 mil famílias e no combate à violência policial e de gênero, com base em sua trajetória no Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas.

Apesar da pluralidade, analistas apontam que o debate público ainda carece de projetos executáveis, focando excessivamente em críticas mútuas. A persistência de um déficit fiscal histórico no RN parece confirmar o vaticínio de Antonio Gramsci: “o velho não morre e o novo não nasce”. A indefinição de propostas realistas deixa o eleitor à espera de soluções urgentes para o desenvolvimento estadual.

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