GOVERNO FEDERAL CRITICADO

Ronaldo Caiado critica juros e acusa governo de "enrolar" a população antes do Desenrola

Ronaldo Caiado discursa no VEJA Fórum Rumos do Brasil.
Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República, participou do VEJA Fórum Rumos do Brasil.

Pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD) questionou a taxa Selic e a forma como o programa Desenrola foi apresentado. Ele participou do VEJA Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo.

O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou nesta segunda-feira, 15/06/2026, a taxa básica de juros e afirmou que o governo federal “enrolou a população” antes de criar o Desenrola, programa de renegociação de dívidas.

Durante sua participação no VEJA Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, Caiado questionou a Selic a 14,75% e a realidade econômica que o país enfrenta. "Para eu precisar desenrolar alguém, alguém teve que enrolar. Quem é que enrolou a população? Você que induziu as pessoas a comprar, a poder estimular a sua produção, a tomar empréstimo, e depois vem lá esse juro de agiota que não tem no mundo. E, de repente, eu vou resolver esse assunto: eu vou liberar sua poupança para você pagar o agiota. Quer dizer, então, são situações que precisam ficar bem claras", declarou.

A declaração ocorreu durante um painel sobre o equilíbrio entre o agronegócio e o meio ambiente, momento em que Caiado abordou a situação econômica e o endividamento das famílias. Segundo ele, o governo incentivou o consumo e o endividamento, mas permitiu a cobrança de juros que comparou a "de agiota".

Caiado critica juros e acusa governo de enrolar população antes do Desenrola

O Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas, já alcançou R$ 20 bilhões em débitos renegociados para 1,4 milhão de famílias, com descontos médios de 85%. O valor total das dívidas caiu para R$ 2,7 bilhões. A modalidade voltada às famílias permite a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com débitos contratados até 31 de janeiro de 2026 e atrasados entre 90 dias e dois anos.

O pré-candidato também rebateu críticas sobre uma possível entrega de minerais brasileiros aos Estados Unidos, em relação à exploração de terras raras. Caiado assegurou que a intenção é trazer tecnologia para Goiás, agregando valor à produção local. "Nós estamos trazendo tecnologia para o meu estado de Goiás para poder separar mineral", explicou.

Ele ainda atribuiu aos governos do PT o atraso no desenvolvimento de produtos que utilizam terras raras. "Se nós não tivéssemos tido PT durante 20 anos, nós já estaríamos desenvolvendo semicondutores, baterias, nós teríamos armas de defesa. Nós já teríamos um passo muito adiante", concluiu.

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