GUINADA À DIREITA
Abelardo De La Espriella assume presidência da Colômbia com foco em segurança
O novo mandatário promete combater grupos armados e adotar medidas rigorosas contra o crime organizado após vencer o segundo turno das eleições.
Abelardo De La Espriella assumiu o cargo de presidente da Colômbia perante o Congresso, consolidando uma mudança significativa no cenário político nacional. A decisão de ocupar o posto ocorreu nesta sexta-feira (7), em uma cerimônia realizada sob forte esquema de proteção, visando garantir a estabilidade institucional diante de ameaças de grupos ilegais.
“Juro perante Deus e prometo ao povo cumprir fielmente a Constituição e as leis da Colômbia”, afirmou o novo presidente ao receber a faixa das mãos de Honorio Henríquez, presidente do Congresso. O evento foi marcado pela inédita escolha de Cali como sede da posse, cidade que recebeu um efetivo de 11.000 militares das Forças Armadas para assegurar a integridade dos presentes, incluindo chefes de Estado e delegações dos Estados Unidos.
A eleição de De La Espriella, que superou o candidato Iván Cepeda no pleito de 21 de junho, reflete um movimento de guinada conservadora que ganha força na América Latina, aproximando o país de outras nações como Argentina, Bolívia, Costa Rica, Chile, Equador, Panamá e Peru. O novo líder, conhecido como “El Tigre” e fundador do movimento Defensores da Pátria, apresentou um plano de governo baseado na doutrina de “mão firme”.
O discurso de posse deixou claro o distanciamento das políticas anteriores: o presidente declarou que as negociações de paz com grupos armados foram “completamente esgotadas”. Em contrapartida, ele anunciou a adesão da Colômbia ao programa “Escudo das Américas”, iniciativa do governo de Donald Trump, e defendeu a erradicação de cultivos ilícitos mediante novas tecnologias de pulverização.
A governabilidade, entretanto, será o primeiro grande obstáculo de sua gestão. Com a esquerda mantendo a principal força no Congresso, o presidente terá o desafio de construir coalizões para aprovar reformas econômicas que visam sanear finanças, reduzir a pobreza e retomar a exploração de hidrocarbonetos, enquanto tenta pacificar um país marcado por seis décadas de conflito interno.
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