ECONOMIA E TRIBUTOS
Reembolsos de tarifas judiciais elevam déficit dos EUA para US$ 120 bilhões
Decisão judicial força governo a devolver taxas consideradas ilegais; impacto reverte superávit registrado no ano anterior.
O Departamento do Tesouro dos EUA registrou um déficit orçamentário de US$ 120 bilhões em junho de 2026, motivado por um volume expressivo de reembolsos de tarifas aduaneiras que foram declaradas ilegais pela Justiça. A decisão, que obriga o Estado a devolver valores arrecadados, impacta diretamente as contas públicas e interrompe a narrativa de superávit que caracterizava o período fiscal do ano anterior.
Conforme dados divulgados pelo Departamento do Tesouro dos EUA em 14/07/2026, a arrecadação bruta de tarifas atingiu US$ 23,6 bilhões, porém, os reembolsos obrigatórios somaram US$ 49,2 bilhões. Esse desequilíbrio gerou um resultado negativo de US$ 25,6 bilhões apenas no setor alfandegário, contribuindo para a deterioração do saldo fiscal em comparação ao superávit de US$ 27 bilhões observado em junho de 2025.
A política comercial do governo, representada por Donald, Trump, enfrentou revisões constantes. Em junho de 2025, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, chegou a classificar a arrecadação tarifária como um sucesso financeiro. Contudo, o cenário jurídico mudou a trajetória desses recursos, à medida que a Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras processa a devolução de montantes baseados na IEEPA.
A situação dos pagamentos permanece sob análise judicial, uma vez que o governo ainda tenta recorrer contra ordens de ressarcimento. Os reembolsos realizados em maio e junho de 2026 somam cerca de US$ 71 bilhões, o que equivale a 42% do total de US$ 166 bilhões em tarifas que estavam sujeitas a questionamentos legais. O futuro dessa política é incerto, especialmente com a expiração de tarifas globais temporárias prevista para 24 de julho de 2026.
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