SAÚDE PÚBLICA ALERTA
Prefeitura de São Fidélis confirma morte por febre maculosa após exame
A confirmação da Fiocruz encerra investigação sobre o falecimento do médico-veterinário Gabriel Serra. Município intensifica ações de controle ambiental.
A Prefeitura de São Fidélis confirmou o diagnóstico de febre maculosa como a causa do falecimento do médico-veterinário e empresário Gabriel Serra, de 30 anos. A decisão foi tomada pelas autoridades sanitárias locais após a recepção do resultado do exame laboratorial emitido pela Fiocruz, sendo fundamental para o encerramento da investigação epidemiológica que busca conter riscos à população e garantir a segurança coletiva.
O óbito de Gabriel Serra ocorreu na madrugada de domingo (2). A Vigilância em Saúde acompanhou rigorosamente o quadro até a conclusão das análises das amostras biológicas, que ocorreu na sexta-feira (7). O laudo técnico foi formalmente entregue aos familiares, encerrando o período de incerteza quanto à causa da enfermidade.
Em nota oficial, a Prefeitura reforçou que familiares de Gabriel Serra realizaram exames preventivos, cujos resultados foram negativos para a infecção. A gestão municipal informou ainda que a notificação e o encaminhamento das amostras para a Fiocruz foram realizados imediatamente após a suspeita clínica. Sobre o caso de um idoso, amigo do veterinário, que faleceu uma semana antes, a administração esclareceu que não houve viabilidade para coleta de material devido ao tempo transcorrido desde a morte.
Para mitigar novos riscos, a administração municipal mobilizou uma força-tarefa integrada pela Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Ambiental, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário e Superintendência Municipal de Defesa Civil. As equipes seguem protocolos estabelecidos para intervenção em áreas de risco. Moradores de regiões ribeirinhas que identificarem focos de carrapato-estrela devem acionar a Ouvidoria municipal pelo telefone (22) 99616-5516.
A febre maculosa é uma patologia infecciosa causada por bactérias do gênero Rickettsia. No Brasil, o Ministério da Saúde monitora duas espécies principais: a Rickettsia rickettsii, comum no Sudeste e norte do Paraná, e a Rickettsia sp. cepa Mata Atlântica, responsável por quadros clínicos geralmente mais leves em áreas silvestres.
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