VIOLÊNCIA EM CONDOMÍNIO

Policial civil aposentado agride idoso e esposa em elevador de condomínio em Cuiabá

Elevador residencial onde ocorreu a agressão a um idoso e sua esposa por um policial civil aposentado em Cuiabá.
Imagem ilustrativa de um elevador. O caso ocorreu em Cuiabá.

Agressão em Cuiabá: casal de idosos vive com medo após incidente com policial aposentado dentro de elevador; caso foi registrado como injúria, lesão corporal e importunação sexual. Investigações estão em andamento.

Um casal de idosos vive sobressaltado e avalia a possibilidade de deixar Cuiabá após ter sido brutalmente agredido por um policial civil aposentado no interior do elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta. O gravíssimo episódio, que gerou profunda apreensão e temor, ocorreu na noite de quinta-feira, 11 de junho de 2026, e foi formalmente registrado na Polícia Civil como injúria, lesão corporal e importunação sexual. A decisão de registrar o boletim de ocorrência busca garantir justiça e proteger a integridade física e moral das vítimas, que se sentem desamparadas diante da violência.

A vítima, um homem de 62 anos, relatou que ele e a esposa não retornaram ao lar desde o ocorrido, encontrando refúgio temporário em outro local por temerem novas investidas do agressor. Segundo o casal, o policial aposentado, que já teria um histórico de desentendimentos com outros moradores do prédio, representa uma ameaça contínua à tranquilidade e segurança de todos. O fato de o agressor ser um ex-membro da corporação policial intensifica a sensação de vulnerabilidade, pois a confiança nas autoridades é abalada.

O idoso sofreu ferimentos visíveis, com lesões nas costelas e na boca, resultantes dos socos e chutes desferidos durante a agressão. Sua esposa também foi atingida nos braços e nos seios enquanto tentava, corajosamente, proteger o marido. A integridade física das vítimas foi diretamente violada, gerando não apenas dor física, mas também um profundo abalo psicológico que afeta diretamente sua dignidade e qualidade de vida.

O clima de tensão no condomínio não é inédito. Conforme o relato da vítima, os conflitos teriam se intensificado após uma acusação de assédio que envolveu a esposa do investigado e outro morador, embora posteriormente não confirmada por gravações de segurança. Desde então, episódios de tensão passaram a marcar a convivência, levando moradores a evitarem o contato com o casal em áreas comuns, como o elevador. Em uma ocasião anterior, o idoso afirma ter sido alvo de ofensas verbais de cunho homofóbico e ameaças dentro do mesmo elevador, evidenciando um padrão de comportamento agressivo e discriminatório.

No incidente mais recente, o casal tentou, inicialmente, evitar qualquer interação ao perceber a presença do agressor no condomínio. Contudo, acabaram por encontrá-lo no elevador. Testemunhas relatam que o homem tentou forçar a entrada no compartimento e, em rápida sucessão, iniciou uma discussão que escalou para agressões físicas severas. A esposa da vítima interveio na tentativa de cessar a violência contra o marido, sendo também agredida.

Após o ataque, o casal buscou amparo no apartamento do síndico e, posteriormente, registrou a ocorrência na Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI). Até o momento, o policial aposentado não foi localizado pelas autoridades. Um detalhe adicional e particularmente sensível é que o filho do policial, um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teria presenciado parte da cena, ficando em estado de choque, o que acrescenta uma camada de sofrimento a mais ao já grave ocorrido.

A Polícia Civil confirmou a instauração de procedimento investigatório pela DEDCPI para apurar todos os fatos. A corporação ressalta que o suspeito, um policial civil aposentado, não faz mais parte do quadro ativo da instituição. O caso segue em investigação, com o objetivo de esclarecer completamente as circunstâncias e garantir que os responsáveis sejam punidos, buscando restaurar um mínimo de segurança e justiça para o casal vítima de tamanha violência.

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