FRAUDE CONTRA APOSENTADOS

PF indicia Alessandro Stefanutto e mais cinco por esquema no INSS

Fachada do prédio do INSS.
Sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Alessandro Stefanutto e outros cinco nomes foram alvos de um segundo inquérito da Polícia Federal por suposto desvio de R$ 6,3 bilhões.

A Polícia Federal concluiu o segundo inquérito sobre um esquema de desvios milionários que atingiu diretamente a renda de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão, comunicada na última quinta-feira (6), aponta o indiciamento de seis pessoas, incluindo Alessandro Stefanutto, ex-presidente do órgão durante a gestão do presidente Lula (PT).

O caso, desdobramento da Operação Sem Desconto, investiga a prática de organização criminosa e inserção de dados falsos em sistemas de informação. A suspeita é de que o esquema tenha subtraído até R$ 6,3 bilhões de segurados por meio de descontos indevidos em nome de associações. O impacto social é profundo, afetando a dignidade de idosos e vulneráveis que viram sua fonte de subsistência ser comprometida por fraudes estruturadas.

Investigações anteriores da Polícia Federal, detalhadas em relatório de 839 páginas divulgado em 14 de julho, apontavam que Alessandro Stefanutto recebia propinas mensais de até R$ 250 mil. O dinheiro seria repassado por meio de empresas como STELO ADVOGADOS, DELICIA ITALIANA PIZZAS e MOINHOS IMOBILIARIA. Mensagens trocadas entre operadores e intermediários, capturadas pela corporação, sugerem uma rotina de pagamentos frequentes.

Nesta nova fase, a Polícia Federal também indiciou Virgílio Ribeiro, André Fidelis, Aristides Veras dos Santos, Thaisa Daiane e Edjane Rodrigues Silva. O inquérito segue agora para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre a formalização de uma denúncia ou eventual pedido de arquivamento, uma vez que cabe ao Ministério Público Federal a titularidade da ação penal.

Em nota enviada à CNN, Fabrício Reis Costa, advogado de Alessandro Stefanutto, afirmou que a defesa ainda não teve acesso à íntegra do segundo inquérito. O representante destacou que o ex-presidente mantém a convicção de que não praticou atos ilícitos e que, ao final do processo, a inexistência de conduta criminosa será comprovada.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário