CRIME E VIOLÊNCIA
Polícia Civil do Amazonas prende homem por vender vídeos íntimos da ex-companheira grávida
Decisão judicial, em 18 de maio, autorizou a prisão preventiva após investigado invadir residência e agredir a ex-mulher, além de comercializar conteúdo íntimo dela.
A Polícia Civil do Amazonas cumpriu, na segunda-feira, 18 de maio de 2026, a prisão preventiva de um homem de 30 anos acusado de divulgar e vender vídeos íntimos da ex-companheira, que está grávida de cinco meses. A decisão judicial visa coibir a violação da dignidade da vítima e a disseminação de material privado. O suspeito comercializava o conteúdo nas redes sociais por R$ 20, chegando a anunciar "promoções" para acesso ao material, evidenciando a crueldade e a falta de escrúpulos na exploração da intimidade alheia. O caso ressalta a urgência de medidas efetivas contra a violência de gênero e a exposição vexatória de mulheres.
A prisão foi realizada por agentes da 77ª Delegacia Interativa de Polícia de Novo Airão, município localizado no interior do Amazonas. As investigações revelaram que o caso se iniciou em 6 de abril, quando o investigado invadiu a casa da vítima com a desculpa de visitar as filhas do casal. Mesmo ciente da existência de uma medida protetiva em favor da mulher, ele a ofendeu e agrediu com um soco no rosto, demonstrando total desrespeito à lei e à integridade física da ex-companheira. A agressão só foi interrompida com a intervenção da mãe da vítima.

Dois dias após a agressão, segundo a polícia, o homem passou a divulgar nas redes sociais um vídeo íntimo da vítima, gravado enquanto ela tomava banho. As imagens eram acompanhadas de mensagens ofensivas e anúncios para venda do conteúdo, configurando a divulgação de material íntimo sem consentimento e com intenção de lucro, o que agrava o sofrimento e a exposição da mulher. As investigações apontam que familiares do suspeito também tentaram intimidar a vítima, com a mãe dele sendo suspeita de ameaças e agressões físicas, intensificando o cenário de violência e coação.
Diante do descumprimento reiterado da medida protetiva e da escalada das agressões, a Justiça autorizou a prisão preventiva do indivíduo. Ele responderá por descumprimento de medida protetiva, divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento, lesão corporal qualificada, injúria majorada e violência psicológica, crimes que atentam diretamente contra a dignidade e a segurança da mulher.
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