CRIME AMBIENTAL PESADO
Polícia Ambiental multa fazendeiros por corte ilegal de araucárias
Dois proprietários rurais do Paraná são autuados em R$ 22,5 mil e respondem criminalmente pela destruição de floresta nativa e derrubada de 17 araucárias.
A Polícia Militar Ambiental aplicou severas multas e instaurou processos criminais contra dois proprietários rurais no Paraná, após flagrantes de desmatamento ilegal na localidade de Palmital, no último sábado, 9 de maio de 2026. A decisão, divulgada nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, confronta a destruição de uma área de floresta nativa e o corte de 17 araucárias, espécie protegida por lei. As infrações, motivadas pela ambição de ampliar áreas de lavoura e cultivo de erva-mate, sublinham o compromisso das autoridades em proteger o patrimônio ambiental do estado e garantir a responsabilização de quem ignora a legislação.
Os policiais ambientais, agindo após denúncias de crimes contra a natureza, constataram os graves danos em duas propriedades. Em um dos casos, o desmatamento atingiu uma área significativa de 1,31 hectare de floresta nativa, equivalente a 13,1 mil metros quadrados de vegetação vital para o equilíbrio ecológico da região. O proprietário, ao ser questionado, alegou que a supressão visava a ampliação da área destinada à lavoura, com a terra já preparada para o cultivo no momento da fiscalização.
No segundo flagrante, a ação ilegal consistiu no corte isolado de 17 árvores da espécie pinheiro-araucária. Esta árvore, além de ser nativa do Paraná e um símbolo do estado, possui proteção legal específica, dada a sua condição de espécie ameaçada e a importância para a biodiversidade local. O fazendeiro responsável justificou o corte para expandir o plantio de erva-mate nativa, utilizando a madeira para benfeitorias em sua própria propriedade. Tais atos, no entanto, representam uma afronta direta à preservação ambiental e ao futuro das florestas paranaenses.
Diante das evidências, a Polícia Militar Ambiental agiu com rigor. O fazendeiro que desmatou a floresta nativa recebeu uma multa de R$ 14 mil, enquanto o proprietário que derrubou as araucárias sem a devida autorização foi autuado em R$ 8,5 mil. Ambos os indivíduos não apenas arcam com as penalidades financeiras, mas também deverão responder criminalmente pelos atos praticados, enfrentando as consequências legais de suas escolhas ambientais.
As regras para o corte de árvores no Paraná
A legislação do Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado ao Governo do Paraná, estabelece diretrizes claras para o manejo florestal. O corte de espécies exóticas como pinus, eucalipto ou uva-do-Japão, por exemplo, não requer autorização prévia, exceto se estiverem situadas em Áreas de Preservação Permanente (APP). Contudo, a supressão de espécies nativas, incluindo a emblemática araucária, exige sempre a obtenção de autorização ambiental, independentemente da sua localização. A falta dessa permissão configura crime ambiental, passível de punições severas, como demonstrado nos casos recentes, reforçando a urgência da conscientização e do cumprimento das leis para proteger o nosso valioso meio ambiente.
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