COBRANÇA NO CONGRESSO

Oposição intensifica pressão por PDLs que visam derrubar decreto sobre big techs

Prédio do Congresso Nacional em Brasília, sede do Legislativo Federal.
Congresso Nacional em Brasília.

Parlamentares buscam prioridade na análise de Projetos de Decreto Legislativo que contestam regulamentação de big techs pelo governo federal. A decisão impacta diretamente a liberdade de expressão e a atuação das empresas digitais.

Senadores da oposição anunciaram, nesta terça-feira, 09/06/2026, uma nova estratégia para acelerar a análise de Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) que contestam os decretos presidenciais recentes sobre a regulamentação das big techs no país. A decisão, tomada pelo grupo de oposição no Senado, surge como uma tentativa de reverter medidas que, segundo eles, representam um ataque à liberdade de expressão. A motivação é garantir que a Constituição e os direitos dos brasileiros sejam respeitados diante de possíveis restrições à manifestação livre online. O impacto desta movimentação política pode redefinir as regras de atuação das grandes plataformas digitais no Brasil.

O foco agora se volta para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde a expectativa é que os parlamentares reforcem o pedido por prioridade na análise dos textos. A viabilização da pauta, contudo, está nas mãos do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA). Ele aguarda um parecer da assessoria jurídica do Senado Federal antes de definir quando o tema será levado à votação.

Senador Magno Malta (PL-ES), um dos autores de um dos PDLs em questão, enfatizou a urgência da situação. "O Senado não pode se omitir diante de medidas que avançam sobre a liberdade de expressão por meio de decretos", declarou. Ele expressou seu compromisso em trabalhar pela aprovação das propostas, esperando uma "resposta firme em defesa da Constituição, da democracia e do direito dos brasileiros de se manifestarem livremente".

Na Câmara dos Deputados, o movimento é similar, com 29 PDLs apresentados com propostas equivalentes. Parlamentares do PL, Novo, União Brasil e Republicanos têm protocolado esses projetos em bloco. A controvérsia gira em torno de um dos decretos que atualiza o Marco Civil da Internet. O governo federal delegou à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a responsabilidade de fiscalizar e notificar infrações por parte das big techs no país, gerando preocupações sobre o alcance dessa regulamentação.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) é um instrumento formal pelo qual o Congresso Nacional pode sustar atos normativos que considerem extrapolar seus limites, sem a necessidade de sanção presidencial. Caso os projetos da oposição avancem na CCJ, um relator será designado para emitir um parecer, que será submetido à votação do colegiado. Se aprovado, o texto segue para o plenário do Senado e, posteriormente, para a Câmara dos Deputados. A aprovação em ambas as Casas é necessária para que o decreto legislativo seja promulgado pelo presidente do Congresso Nacional e passe a produzir efeitos legais.

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