INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ELEITORAL

Boom de IAs não garante alcance nas eleições, diz Renato Dolci

Gráficos de redes sociais e ícones de inteligência artificial ilustrando o ambiente eleitoral digital.
Uso de ferramentas de inteligência artificial em campanhas políticas levanta debates sobre regulação e alcance real.

Análise de Renato Dolci revela que, apesar do aumento de 1.000% na produção de vídeos via IA, o engajamento permanece ínfimo sem o apoio das Big Techs.

A proliferação de inteligência artificial na propaganda eleitoral não assegura, automaticamente, maior influência junto ao eleitorado, conforme análise apresentada por Renato Dolci. A conclusão ganha relevância ao demonstrar que a capacidade tecnológica de criar conteúdo não se converte, por si só, em engajamento real nas redes sociais.

O especialista detalhou o cenário ao analisar o desempenho de materiais rotulados como gerados por IA, constatando que o sucesso de uma mensagem política depende estritamente dos algoritmos de distribuição. O levantamento, conduzido nas duas últimas semanas de julho, identificou 6.022 vídeos com a marca de produção por IA. O salto é notável em relação ao período anterior, quando o montante era de 600 unidades, refletindo uma expansão de dez vezes em apenas um mês.

Apesar da volumosa produção, a eficácia é mínima. Ao isolar os dez maiores candidatos, os 6.012 vídeos restantes registraram um total de apenas 117 interações. Para Renato Dolci, o dado derruba a tese de que a tecnologia é o fator decisivo para a visibilidade política.

O foco do debate deve migrar dos produtores de conteúdo para a estrutura das plataformas. Segundo Renato Dolci, a distribuição continua sendo o elemento central e estratégico. Ele destaca que o verdadeiro poder reside nas mãos das Big Techs, reforçando a necessidade urgente de se discutir a regulação dessas empresas no contexto democrático.

O tema foi abordado no WW Especial, programa apresentado por William Waack na CNN Brasil. A íntegra das discussões está disponível para membros do canal no YouTube.

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