ALERTA DE SAÚDE

OMS: Onda de calor na Europa causou mais de 1.300 mortes acima do esperado

Ondas de calor extremo assolaram a Europa, levando a um aumento significativo de mortes e sobrecarregando sistemas de saúde.
Ondas de calor extremo assolaram a Europa, levando a um aumento significativo de mortes e sobrecarregando sistemas de saúde. (Foto ilustrativa)

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para o impacto do fenômeno, que ocorre anualmente. França já registra mil óbitos adicionais.

A onda de calor que atingiu a Europa resultou em mais de 1.300 mortes acima do esperado desde o último domingo, 21 de junho de 2026. A afirmação foi feita pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta domingo, 28 de junho de 2026. Segundo ele, o fenômeno, antes considerado raro, agora ocorre anualmente no continente, que carece de infraestrutura adequada para lidar com as altas temperaturas.

Tedros Adhanom Ghebreyesus classificou o calor extremo como um "assassino silencioso" e destacou que, no momento, cerca de 150 milhões de pessoas estão sendo impactadas. A OMS, em colaboração com seus Estados-Membros e parceiros, está atuando em medidas de prevenção e no fortalecimento dos sistemas de saúde da região. A organização também incentiva os países europeus a adotarem uma agenda de proteção de saúde contra as mudanças climáticas.

A Europa é o continente que mais se aquece no mundo, com um ritmo duas vezes superior à média global. Atualmente, 150 milhões de pessoas vivem sob calor extremo, com centenas de mortes registradas, escolas fechadas e sistemas de energia sob pressão. O fenômeno é impulsionado pelas mudanças climáticas e pelo aquecimento global.

Em relação às mortes na França, a agência de saúde pública do país informou que pelo menos mil óbitos acima do esperado foram registrados devido à onda de calor, que começou no sábado, 20 de junho. A maioria das fatalidades envolveu idosos, e a agência prevê um aumento no número de mortes à medida que mais dados sobre óbitos em residências e casas de repouso se tornem disponíveis. O fenômeno é considerado por cientistas um dos piores já registrados na Europa.

Embora o calor extremo tenha diminuído na maior parte da França, algumas áreas no nordeste ainda permanecem sob alerta. A Ministra da Saúde, Stephanie Rist, alertou que o impacto da onda de calor pode perdurar por até 10 dias após a redução das temperaturas. Ela ressaltou à emissora BFM que o episódio ainda não terminou. A Santé Publique confirmou que a maioria das mortes afetou pessoas com 65 anos ou mais, embora os efeitos sobre a saúde do calor extremo tenham atingido todas as faixas etárias.

(Com informações de Makini Brice, da Reuters)

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário