ALERTA DE SAÚDE
Vacinação contra o sarampo é ampliada em São Paulo após surto da doença
Ministério da Saúde convoca moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo para vacinação, visando interromper a circulação do vírus.
A ampliação da vacinação contra o sarampo em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo visa interromper a cadeia de transmissão do vírus antes que ele alcance grupos vulneráveis. A medida, definida pelo Ministério da Saúde em resposta ao registro de 15 casos no estado, prioriza a contenção do surto em uma região de alta densidade populacional e intenso fluxo de viajantes.
A estratégia terá início nesta segunda-feira (3 de agosto) e permanecerá em vigor até 1º de setembro. A recomendação abrange todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos residentes ou que atuem profissionalmente nesses municípios, independentemente de histórico vacinal prévio. Não será exigida comprovação de doses anteriores.
Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), ressalta que a vacinação indiscriminada é essencial para alcançar indivíduos não imunizados e reforçar a proteção de quem já recebeu o esquema completo. “Uma dose adicional reduz o risco de falha vacinal e não traz nenhum malefício”, explica.
A decisão surge em um momento delicado: após o Brasil recuperar, em 2024, o certificado de país livre do sarampo, a identificação de casos interligados acende um alerta nacional. A preocupação é amplificada pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos e outros centros de conexão, que facilitam a dispersão do patógeno para outros estados caso a barreira sanitária não seja consolidada rapidamente.
Ana Karolina Marinho, do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), reforça que a medida segue protocolos internacionais de bloqueio. “Ao aumentar rapidamente o número de pessoas protegidas, reduz-se a possibilidade de o vírus continuar circulando”, afirma. O sucesso da estratégia depende da adesão da população e da vigilância contínua para identificar possíveis casos de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI).
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