MILHO NA DIETA

Nutricionista Cláudia Helena orienta sobre consumo equilibrado de milho

Nutricionista Cláudia Helena explicando sobre os benefícios do milho.
Nutricionista Cláudia Helena orienta sobre o consumo de milho.

Especialista Cláudia Helena explica que o cereal é energético e rico em fibras, mas o preparo e a moderação são essenciais para a saúde.

A nutricionista Cláudia Helena, especialista em saúde cardiovascular, orientou nesta terça-feira, 30/06/2026, sobre como o milho pode ser um aliado em uma alimentação equilibrada e saudável para os brasileiros. Durante sua participação no programa Panorama 95, da Rádio 95 FM, em Caicó, ela destacou os nutrientes do cereal e a importância da moderação e do preparo adequado.

Cláudia Helena ressaltou que o milho é uma excelente fonte de carboidratos, fibras, vitaminas do complexo B e minerais, fornecendo energia ao corpo sem, por si só, ser um obstáculo para quem busca emagrecer ou melhorar os hábitos alimentares. "É uma fonte de energia para o nosso corpo. O milho faz parte dos carboidratos, sendo um alimento altamente energético. Porém, ele é um alimento que também traz fibras, vitaminas do complexo B, minerais e calorias. Mas não são aquelas calorias em excesso, de forma alguma. São calorias que dão para a gente introduzir na nossa mesa, na nossa dieta, até para quem está em processo de mudança alimentar e até de emagrecimento", explicou.

Ao comparar o milho com a goma de tapioca, a nutricionista apontou a vantagem do cereal por sua quantidade de fibras. "Quando você compara a mesma quantidade de milho e a mesma quantidade da goma de tapioca, a tapioca tem zero fibra, porque é um alimento refinado. Enquanto a mesma quantidade de milho vai ter 1,7 grama de fibra. Isso é muito importante para a gente. É um alimento que dá até saciedade também, quando você consome de forma equilibrada", disse Cláudia.

A especialista enfatizou a preferência pelo milho in natura em detrimento das versões industrializadas. O milho em conserva, segundo Cláudia Helena, pode conter aditivos químicos que são prejudiciais. "Os alimentos em conserva vão ter aditivos químicos. Se eu tenho a possibilidade de comer um milho natural, é totalmente diferente de comprar um milho numa lata ou num saquinho. Sempre a gente vai optar pela alimentação o mais natural que a gente possa consumir", alertou.

O maior cuidado, de acordo com a nutricionista, deve ser com as preparações tradicionais das festas juninas, como canjica, pamonha e bolos, que frequentemente levam grandes quantidades de açúcar. "A questão principal são as preparações", reforçou. Para pessoas com diabetes ou esteatose hepática, a cautela deve ser redobrada, sendo a moderação o segredo.

Cláudia Helena sugeriu uma canjica adaptada para diabéticos e pessoas em processo de emagrecimento, utilizando milho fresco, leite de coco caseiro e adoçantes naturais como xilitol, eritritol ou estévia. Ela também recomendou o consumo de uma fonte de proteína antes de ingeri-la para auxiliar na saciedade. "É importante também a gente não ficar com o estômago vazio e já comer uma coisa que tenha muito carboidrato, como o milho. Comer uma proteína antes é uma estratégia para consumir um alimento mais rico em carboidrato.", orientou.

Quanto ao milho assado na fogueira, a especialista garantiu que o alimento preserva seus nutrientes. A ressalva ficou por conta dos alimentos excessivamente queimados. "Alimentos queimados produzem compostos que, quando entram no organismo, agem como toxinas", advertiu.

"Assim como o milho atravessou séculos e muitas culturas, ele pode também atravessar a nossa mesa de forma saudável. Tradição e nutrição caminham juntas quando escolhemos o equilíbrio", concluiu Cláudia Helena.

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