ARTICULAÇÃO E INFLUÊNCIA

Investigação aponta visitas de Careca do INSS ao gabinete de Swedenberger Barbosa

Foto composta exibindo o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o assessor Swedenberger Barbosa, Lulinha e Roberta Luchsinger.
Careca do INSS, Berger, Lulinha e Roberta Luchsinger

Registros de entrada do lobista no Ministério da Saúde levantam suspeitas sobre intermediação de negócios envolvendo a família presidencial.

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, realizou cinco visitas à secretaria-executiva do Ministério da Saúde durante a gestão de Swedenberger Barbosa, o Berger. As movimentações, que ocorreram entre 2024 e 2025, colocam sob escrutínio o atual chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente Lula (PT), cujas relações próximas com a família do mandatário são alvo de investigação da Polícia Federal (PF).

As autoridades apuram a suspeita de que Lulinha, filho de Lula, tenha utilizado essa rede de contatos para favorecer interesses de empresas do setor de cannabis medicinal. O inquérito foi instaurado após autorização do ministro do STF André Mendonça e explora denúncias de corrupção e tráfico de influência.

Embora as cinco entradas tenham sido registradas na portaria da pasta, apenas uma delas constou na agenda oficial de Berger. Em 6 de novembro de 2024, registros obtidos pela investigação indicam uma troca de mensagens em que o lobista afirma que “Berger já está com aquela orientação em mãos”, sugerindo um alinhamento direto para viabilizar demandas junto ao governo.

O histórico de contatos incluiu visitas em 2024, quando o lobista se apresentou como executivo de telemedicina, e em 2025, já na qualidade de presidente da World Cannabis. Em uma dessas ocasiões, ele esteve acompanhado da empresária Roberta Luchsinger, figura próxima a Lulinha.

Após a saída de Berger do Ministério da Saúde em março de 2025, ele foi realocado pelo presidente Lula para o Gabinete Pessoal no Palácio do Planalto. A defesa de Lulinha, conduzida pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, classificou a instauração do inquérito como uma "fishing expedition" e negou qualquer irregularidade praticada pelo filho do presidente.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário