CÂNCER DE MAMA AVANÇA

New discovery: Protein METTL3 fuels breast cancer spread, study finds

Ilustração científica de células T atacando células cancerígenas, representando o avanço na pesquisa sobre metástase.
Ilustração representando a terapia com linfócitos infiltrantes de tumor (TIL) para o tratamento do câncer. Durante a terapia com TIL, células T (azuis) que reconhecem células tumorais (vermelhas) são obtidas do paciente.

Pesquisa sueca revela proteína METTL3 como aliada da metástase. Descoberta aponta para novas estratégias terapêuticas.

Uma descoberta científica na Suécia, realizada pela Umeå University, identificou a proteína METTL3 como um componente crucial que facilita a propagação do câncer de mama para outras partes do corpo. A decisão de focar na METTL3 ocorreu após observações de sua atividade irregular em diversos tipos de câncer. A relevância desta pesquisa reside na possibilidade de direcionar novas terapias contra a metástase, um dos aspectos mais desafiadores no tratamento da doença, impactando diretamente a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.

Divulgada na prestigiada revista científica Science Advances na sexta-feira, 26/06, a pesquisa detalha como a METTL3 atua na regulação da liberação de moléculas essenciais para que os tumores invadam tecidos saudáveis e se disseminem. Essa proteína desempenha um papel fundamental na organização de modificações no RNA celular, influenciando quais genes devem ser ativados ou silenciados. A atividade desregulada da METTL3 já era associada a diversos tipos de câncer, com testes de medicamentos que visam modular sua função já em andamento.

Os cientistas observaram que a presença da METTL3 aumenta a secreção de substâncias que permitem às células cancerígenas a degradação de tecidos sadios e sua subsequente invasão. Em experimentos onde a METTL3 foi removida, os tumores apresentaram uma capacidade reduzida de danificar tecidos. No entanto, o bloqueio isolado da atividade da proteína não suprimiu completamente seus efeitos, sugerindo que a METTL3 opera por múltiplos mecanismos para promover o desenvolvimento do câncer, além da modificação do RNA.

A principal autora do estudo, professora Francesca Aguilo, ressaltou em comunicado que "inibir completamente seus efeitos promotores de tumores pode exigir estratégias que eliminem a proteína por inteiro ou interrompam suas interações dentro da célula". Essa constatação é vital, pois indica que abordagens terapêuticas focadas unicamente em inibir a atividade enzimática da METTL3 podem não ser suficientes em todos os casos.

A equipe de pesquisa acredita que os achados abrem caminho para o desenvolvimento de fármacos inovadores capazes de prevenir a metástase, oferecendo esperança a pacientes com câncer de mama. Os próximos passos da investigação incluem a elucidação de como a METTL3 é transportada dentro da célula e a verificação se o mesmo mecanismo se manifesta em outros tipos de câncer, expandindo o potencial impacto clínico da descoberta.

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