ALERTA SANITÁRIO NACIONAL

Ministério da Saúde orienta municípios a guardar vacina do Butantan após reações adversas

Imagem de frascos de vacina contra dengue sendo manuseados em laboratório.
A determinação suspende a aplicação e distribuição da vacina do Butantan contra a dengue.

Decisão atinge vacina contra dengue e pede reserva do imunizante após registro de casos graves e óbitos sob investigação. Nova orientação é aguardada.

bloco de parágrafo({"content": "O Ministério da Saúde decidiu, na última segunda-feira, 8 de junho de 2026, que municípios e estados devem suspender a distribuição e aplicar as vacinas contra dengue desenvolvidas pelo Instituto Butantan. A medida, comunicada pelo diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, visa garantir a segurança da população e aguardar novas orientações após a investigação de casos de reações graves e óbitos supostamente ligados ao imunizante. A decisão impacta diretamente a continuidade das campanhas de vacinação e a confiança no programa de saúde pública."}) bloco de parágrafo({"content": "A suspensão temporária ocorreu após a identificação de 42 casos de reações graves, como dor abdominal, vômitos persistentes, sangramentos e perda de consciência, além de dois óbitos que estão sob investigação para determinar a correlação com a vacina. Essas ocorrências foram detectadas pela vigilância de rotina do Programa Nacional de Imunização (PMI)."}) bloco de parágrafo({"content": "Eder Gatti explicou a orientação aos municípios: 'A orientação é que os municípios coloquem o imunobiológico em reserva dentro da sua rede de frio, ou seja, nós não vamos distribuir mais vacinas de dengue por hora. Os estados que tiverem vacina de dengue no seu estoque devem segurar essa vacina. Os municípios que eventualmente tenham vacinas no seu território devem também guardar essas vacinas até segunda ordem'."}) bloco de parágrafo({"content": "Até 30 de maio de 2026, mais de 501 mil pessoas foram vacinadas com o imunizante do Butantan, incluindo profissionais de saúde e indivíduos com mais de 15 anos em Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e na região de Araguaína (TO). A suspensão, segundo o Ministério da Saúde, é uma medida de precaução e não invalida a eficácia geral da vacina na prevenção da dengue. Os casos adversos são considerados inusitados, pois não foram observados durante os testes clínicos. "}) bloco de parágrafo({"content": "O diretor ressaltou que a vigilância do PMI está funcionando ativamente, permitindo a identificação de eventos raros que podem surgir em larga escala. 'O que aconteceu agora foi algo inesperado, identificado numa ação de vigilância de rotina, o que demonstra, inclusive, que a vigilância do Programa Nacional de Imunização está funcionando muito bem', afirmou. Espera-se que a divulgação dos casos incentive mais notificações, auxiliando na elucidação dos fatos."}) bloco de parágrafo({"content": "Indivíduos vacinados nos últimos 21 dias devem ficar atentos a sintomas como febre, dor no corpo, manchas na pele, sangramento e vômito, procurando atendimento médico caso surjam. Este período é crítico, pois o vírus enfraquecido pode ainda estar presente no organismo. Pessoas vacinadas há mais de 21 dias já são consideradas protegidas e fora de risco. A vacina do Butantan tem demonstrado eficácia em evitar 65% dos casos de dengue e mais de 80% dos casos graves e hospitalizações."}) bloco de parágrafo({"content": "Um comitê de especialistas será convocado para avaliar os dados coletados pela vigilância, e os prazos para uma decisão definitiva serão definidos após essa análise. Enquanto isso, a vacina Qdenga, produzida pela Takeda e indicada para a faixa etária de 10 a 14 anos, continua sendo aplicada normalmente, pois não apresentou alertas de segurança. Gatti esclareceu que a vacina do Butantan é destinada a pessoas com 15 anos ou mais."}) bloco de parágrafo({"content": "A decisão do Ministério da Saúde visa proteger a saúde pública e garantir a confiança nos programas de imunização do SUS, mesmo diante de eventos adversos raros e inesperados. A transparência e a vigilância ativa são pilares fundamentais para a segurança sanitária do país."})

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